( unsplash ) A Selic nas alturas turbinou as oportunidades para ganhar com renda fixa. No dia 19, o Banco Central empurrou os juros básicos para 14,25% e poderá acrescentar 0,50 ponto em maio e talvez 0,50 ou 0,25 em seguida. Serão 15% ao ano pelo menos, uma chance imperdível de ganhar 1% ao mês. Segundo analistas, com Selic tão alta, os pós-fixados ampliam a rentabilidade. São produtos corrigidos por um índice, como CDI. Os papéis de inflação também são uma boa pedida. Se o IPCA cair devido à subida da Selic, ainda há a taxa extra. Por exemplo, o Tesouro IPCA 2029, além de corrigir pelo IPCA, paga 7,8% ao ano, que tempos atrás oscilava entre 3% e 5%. Ao investir em títulos, fique atento a prazos de vencimento. Os mais longos deixam o investidor exposto mais tempo à instabilidade da economia e, em situações normais, tendem a pagar mais que os curtos por esse risco. No caso do Tesouro Direto, enquanto o de 2029 paga 7,82%, o de 2050 garante 7,2%. O curto pagando mais que o longo reflete o momento atual de temor do mercado com o risco de deterioração das contas públicas. Os papéis privados também dão muitas oportunidades. Mas cuidado com o risco, pois o emissor pode ter problemas e não honrar o pagamento. LCI e LCA têm Fundo Garantidor, enquanto CRI e CRA não. Os quatro têm uma vantagem, a isenção do Imposto de Renda. Uma forma de diluir o risco é investir em fundos que operam com esses títulos ou com debêntures incentivadas, também sem IR. Os prefixados são mais arriscados que os pós-fixados. Eles têm uma taxa de rentabilidade já determinada e, se as condições do mercado mudarem, poderão dar prejuízo ou muito lucro (obs.: regra geral – querer ganhar mais implica maior risco). Também devido à crise fiscal do governo, os pré têm hoje taxas mais altas, de 14,72% a 14,93%. Esses papéis devem ficar mais atraentes quando ficar evidente que o Banco Central vai reduzir a Selic, com o investidor tendo em mãos um título com juros elevados. Para quem quer algo mais seguro ainda, uma opção é o Tesouro Selic, que rende o mesmo que a taxa básica. Portanto, vai recuar assim que o BC começar a cortar os juros. Porém, não há expectativa de que a Selic caia profundamente, mantendo o Tesouro Selic interessante para reserva de emergência (gastos inesperados).