(Pixabay) O inesperado aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), encarecendo o uso de cartões internacionais e a compra de dólar em espécie, entre outros alvos do tributo, prova a necessidade de planejar a parte financeira de sua viagem ou demais compromissos no exterior. A melhor estratégia é adquirir moeda estrangeira a cada 15 ou 30 dias, diluindo em todo o período o impacto de eventuais subidas da cotação ou mesmo do imposto. Há uma possibilidade do governo revisar essas regras. Se isso ocorrer, essa estratégia cambial de compras pequenas continua valendo, porque sempre haverá oscilação de moedas. A cotação do dólar pode até cair, e isso não significa prejuízo ao seu plano (seu saldo também cairá), pois o seu gasto lá fora será em dólares. Isso é uma espécie de hedge – ter antecipadamente moeda equivalente à da despesa que se terá em outro país. No câmbio, o IOF sobre cartões internacionais vinha recuando ano a ano, de 6,38% em 2022 até 3,38% em 2025 e deveria cair a zero em 2029. Mas na semana passada, o governo acabou com essa regra e fixou a alíquota em 3,5%. A compra em espécie, de 1,1%, também foi para 3,5%. Para calcular o impacto dessa estocada do IOF basta simular. Quem pretende ficar 15 dias no exterior deve comprar US\$ 1.500 (média de US\$ 100 por dia para despesas diárias, sem considerar hotel e passagens). No caso da compra em espécie, o gasto a mais em reais, devido à alta do IOF, seria de R\$ 204,88. Para cartões, o extra seria menor, de R\$ 17,07. Isso se o turista for disciplinado, pois é comum se descontrolar com a fatura, que vai chegar depois. Mas se o governo desistir de subir o IOF, fica ainda o risco da valorização cambial. Por exemplo, se houver disparada da cotação de 30% em um mês, o gasto extra sobre US\$ 1.500 vai pesar R\$ 2.560 no seu bolso. Portanto, pior que a alta do IOF é brincar com a sorte e deixar para comprar moeda perto da viagem. Há outras formas de tentar fugir da alta do IOF. Alguns cartões não estão repassando o aumento do imposto, mas se deve ficar atento se haverá cobrança de mensalidade. Outra forma é investir no exterior por meio de conta internacional e depois vender esses ativos e transferir a grana para o saldo em dólar. Porém, tem que ver se há cobrança de taxa de operação na Bolsa lá fora. Aperto no CRI e CRA O Conselho Monetário Nacional voltou a cercar os certificados imobiliários e de agronegócio para que apenas empresas restritas a esses setores emitam esses papéis, que são isentos. A tendência é de menor oferta de CRIs e CRAs para investir. Prio em expansão O analista Marcos Saravalle acredita que a ação da petroleira Prio tem bom potencial de valorização, pois ela deve dobrar sua produção até 2026 ou 2027. Mas isso vai depender do petróleo, cujo preço hoje está em baixa. Tesouro abaixo de 7% Perdeu grande oportunidade quem não aproveitou o Tesouro IPCA a 8% – esses papéis já estão a 7% e até abaixo disso. A previsão de queda da Selic no fim do ano amenizou essa atratividade. Mas 7% ainda é uma taxa altíssima.