Foto ilustrativa (Freepik) A intensificação das tarifas comerciais dos Estados Unidos está reconfigurando a inflação global, conforme o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), que representa o setor financeiro de 70 países. “As tarifas estão reforçando a inflação nos setores de bens dentro dos Estados Unidos” , diz o IFF. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o IFF, ocorre o contrário em muitos dos parceiros comerciais dos EUA, com queda de preços devido ao enfraquecimento da demanda global e valorização cambial perante o dólar. O IIF destaca que os bancos centrais estão cada vez mais pressionados por forças divergentes e operam em um ambiente “menos sincronizado e mais politicamente carregado”. Embora a transmissão global de tarifas aos preços ao consumidor tenha sido historicamente parcial e desigual, a atual onda tarifária testa esses amortecedores. Nos Estados Unidos, a pressão inflacionária se concentra em bens manufaturados, como eletrônicos, eletrodomésticos, vestuário e máquinas, enquanto os serviços seguem atrelados a salários e habitação. Ao mesmo tempo, a economia americana dá sinais de desaceleração, com consumo estagnado e investimentos cautelosos. “A ansiedade sobre o desempenho econômico dos EUA pode aumentar à medida que os efeitos negativos de suas políticas comerciais e migratórias se acumulam”, diz o IIF. No Brasil, o IIF destacou que o Banco Central manteve os juros elevados “em resposta à inflação persistente de serviços e ao gasto fiscal estruturalmente elevado que alimenta a demanda excessiva”. A situação brasileira, entretanto, difere de outros emergentes, que pausaram cortes. (Estadão Conteúdo)