(Pixabay) A platina, metal raro usado na indústria, joalheria e medicina, é a commodity que mais valorizou neste ano, com 48%. Novilho (boi jovem), com 36%, óleo de soja e ouro, com 32%, e prata (30%) foram os outros destaques, conforme o portal Investing. O boi gordo avançou 23% e o café (contrato C), 14%. Há ainda paládio, cobre, gasolina, aveia, zinco e suco de laranja, que subiram pouco ou desvalorizaram. Commodities são produtos agropecuários e minerais com preços definidos em bolsas de mercadorias, como Chicago, Londres ou B3 (São Paulo). Esses produtos têm contratos negociados pelos produtores, grandes fundos ou investidores, que conhecem bem esses mercados, muito arriscados. Os pequenos investidores também podem entrar nesse segmento sem comprar esses produtores diretamente via contratos. Uma forma mais barata e simples é fazê-lo por meio de ETFs, fundos que têm cotas vendidas em Bolsa de Valores. Tal como as ações, basta digitar na plataforma da corretora o código do ETF e a quantidade de cotas que pretende investir. ETFs são fundos passivos, pois replicam a composição de um índice de commodities, de ações (como Ibovespa e S&P 500, dos EUA) e títulos públicos. Se o Ibovespa subir 10% em um semestre, o ETF de Ibovespa vai repetir esse ganho. O problema é que um ETF também replica as quedas. Mas a vantagem está em funcionar como proteção contra a inflação, pois pagarão a subida de preço das mercadorias. O ETF difere de um fundo convencional ativo, que busca papéis que vão dão o melhor retorno ao investidor. Segundo o Bora Investir, portal de finanças da B3, há seis ETFs de commodities na instituição, voltados para boi gordo, milho, ouro e prata ou cestas de petróleo, gás natural, grãos, café, açúcar, alumínio, cobre, prata e ouro. Um deles é o BBOI11, de boi gordo, com cota a R\$ 9,30, subindo 26% neste ano. A taxa de administração é de 0,45%. Mas há uma oferta maior ainda de ETFs nos EUA. Para isso, será necessário abrir conta em corretora do exterior, algumas delas com plataformas em português. Commodities têm muita exposição ao clima, governos, geopolítica (guerra) e especulação dos grandes fundos, que não são de ETF. Como esse segmento, via ETF ou não, é muito arriscado e volátil, deve ser visto como diversificação. Dez maiores criptomoedas A XRP, 3ª maior cripto em capitalização, tem neste ano a maior valorização das dez líderes, de 44%. Em seguida vêm tron (7º maior, 38%), ether (2º, 29%), bitcoin (1º, 23%), BNB (5º, 20%) e cardano (8º, 10%). Pior entre as dez, doge cai 30%. Renda fixa arriscada Selic elevada traz mais risco de emissores de títulos privados (debênture, CRI, CRA, etc) não honrarem o pagamento a investidores. São empresas que vendem menos ou sofrem com calotes dos clientes. Por isso, pesquise antes de investir. Previdência privada Onze milhões de brasileiros investem nesses planos, diz a Fenaprevi (federação do setor), com saldo de R\$ 1,7 tri. O VGBL, bom para renda baixa ou quem vai começar, é o preferido de 63% dos usuários; e 23% são PGBL (quem declara IR). Editor de Economia marcelo.santos@grupo-tribuna.com ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS