O ganho do dia foi o maior desde o último 11 de novembro (Carlos Muza/Unsplash) Se você não tem paciência ou segurança para escolher ativos, tanto de renda fixa como variável, os fundos resolvem esse problema. Uma de suas modalidades, os ETFs (fundos negociados em bolsa, na sigla em inglês), estão cada vez mais populares. Os ETFs são chamados de fundos passivos porque seguem um índice — por exemplo, o Ibovespa ou de uma bolsa de Nova Iorque, de empresas pagadoras de dividendos, de companhias da China, de títulos públicos do Brasil ou dos EUA e de commodities minerais ou agropecuárias, como ouro ou prata. Há ainda os ETFs temáticos, que investem em negócios de inteligência artificial, energia sustentável ou criptomoedas. Os ETFs se diferenciam dos fundos tradicionais, que são ativos — seus gestores escolhem determinados investimentos, ações que consideram de maior potencial de valorização. No caso do ETF, se o Ibovespa, que é uma carteira com as 87 ações mais líquidas (mais fáceis de comprar e vender), subir 10% em um período, o ETF que replica esse índice vai ter desempenho semelhante. Mas um fundo comum, ao escolher, por exemplo, dez papéis e acertar em cheio, poderá ganhar 15%, 20% ou mais de 50%. A vantagem para o investidor é que, com ETFs, basta ter conta em corretora e comprar suas cotas por meio da bolsa. No Brasil, a B3 tem neste momento 92 ETFs listados. Mas esse número é muito maior no exterior — são milhares. Para isso, é necessário ter conta em corretora internacional. Há uma alternativa para comprar ETFs estrangeiros sem sair do Brasil: as BDRs, títulos que replicam um ativo internacional, como ações e também ETFs. Basta comprar BDR de ETF no sistema da B3 — são opções disponíveis ao investidor brasileiro. A principal vantagem dos ETFs é ter cotas a preços acessíveis, variando de pouco mais de R\$ 10 a quase R\$ 400 na B3. Essa modalidade, assim como os outros fundos, também tem taxa de administração, mas elas tendem a ser mais baratas. Mas há desvantagens. Os ETFs podem concentrar muito risco por replicarem os segmentos que representam — se as commodities caírem, eles seguirão esse ritmo por serem passivos. E como têm gestão passiva, seus gestores não tentarão superar o desempenho de seus mercados, frustrando investidores que buscam maiores rendimentos. Sai ação, entra renda fixa O fundo Previ trocou R\$ 1,9 bi em ações da BRF (Sadia e Perdigão) por Tesouro IPCA+ (7,45% ao ano mais inflação), segundo o portal Money Times. Selic elevada, em geral, estimula evitar o risco da Bolsa e buscar a segurança dos juros altos. Como ficou o bitcoin Após o recorde a US\$ 123 mil, na semana passada, o bitcoin caiu ao redor de US\$ 118 mil, recuo previsível com as vendas dos investidores satisfeitos com o lucro. A aposta agora é de que ele pode subir com avanços em sua regulamentação nos EUA. Crédito privado Com a MP que sobe o IR da renda fixa em 2026, emissores de debêntures, LCI, LCA, CRI e CRA correm para lançar neste ano seus títulos para aproveitar a isenção que vale ainda em 2025. Para analistas do BTG, isso traz chance de obter melhores taxas.