(FreePik) A manutenção da Selic em 15% ao ano no Brasil e a queda dos juros de 0,25 ponto percentual nos Estados Unidos podem formar um casamento de oportunidades para investir. Ao mesmo tempo em que as taxas altíssimas por aqui mantêm a renda fixa proporcionando excelente rentabilidade, a decisão do Federal Reserve (Banco Central americano), além de desvalorizar o dólar, tem potencial para dar um empurrão na Bolsa brasileira. Portanto, há oportunidades para conservadores e os que aceitam correr riscos para ganhar mais dinheiro. Entretanto, é preciso ficar atento a surpresas do mercado, como o Federal Reserve parar de cortar os juros no caso da inflação dos EUA voltar a subir com força. No Brasil, o risco maior é a crise Lula x Trump subir para um patamar muito agressivo, com retirada das isenções de tarifas sobre exportações brasileiras, ou o governo petista adotar alguma medida muito impactante sobre as contas públicas. Ou que os preços voltem a ganhar fôlego no País. O Tesouro Selic, papel corrigido pela Selic na hora do resgate (a retirada pode ser feita antes do vencimento), continua vantajoso. Entretanto, esse título, que tem função parecida com a da poupança (como reserva para emergências) é para o curto ou médio prazos. Se a Selic passar a cair rapidamente, a rentabilidade do Tesouro Selic vai replicar essa queda de imediato. Ainda no Tesouro Direto, outra opção, mas para prazos mais longos, é o Tesouro IPCA, que além de pagar uma taxa fixa ao redor de 7% ao ano, também garante correção pelo IPCA. Descontando a inflação, o investidor terá ganho real entre 5% e 7,5%, segundo reportagem do Estadão. Há uma alternativa mais prática - comprar fundos de Tesouro Selic com taxa zero, que geralmente estão disponíveis apenas nos aplicativos das corretoras. Para investir direto nos bancos, basta escolher produtos associados ao CDI – taxa de juros de empréstimos feitos de uma instituição a outra, hoje de 14,9% ao ano. Analise também os CDBs. Os bancos pequenos tendem a remunerar mais do que os grandes. Entretanto, os bancões são mais seguros, mesmo que seus concorrentes de menor porte aleguem que também têm fundo garantidor. Veja nas notas abaixo outras opções após as decisões de quarta-feira dos bancos centrais. Bolsa em alta Com queda de juros nos EUA, mais estrangeiros já investem no Brasil, valorizando número maior de ações. Como o pequeno investidor deve pensar no longo prazo, evite papéis ruins que sobem mais pela especulação do que pela qualidade da empresa. Altas excepcionais No mês, Magazine Luiza subiu 66%, Cosan, 43%, e Pão de Açúcar, 30%. São pechinchas que reagiram com mais estrangeiros na Bolsa. O desafio é escolher papéis com potencial de alta em 2026, quando o BC deve passar a cortar os juros. Bitcoin e altcoins Para analistas, a queda dos juros nos EUA reduz o temor ao risco, estimulando o bitcoin, que na verdade empacou em US\$ 117 mil, enquanto as altcoins (todas criptos, exceto bitcoin) seguem no marasmo. Chance para comprar ainda na baixa. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.