(Imagem ilustrativa/Unsplash) Desde o ano passado, o mercado de criptomoedas tem festejado a chegada de grandes fundos e das Bitcoin Treasury Companies (BTC, empresas de tesouraria de bitcoin). No caso das BTCs, são empresas convencionais, como rede de hotéis e montadora, que decidiram acumular cripto para turbinar a lucratividade, ou companhias criadas somente para investir no ativo digital, como a Strategy, a maior de todas. No Brasil, o destaque fica com a Méliuz, de programa de cashback. Como a moeda digital é escassa e esses investidores são gigantes, a conclusão que se teve é de que haveria uma bela valorização e muitos ficariam ricos. No dia 6, o bitcoin bateu recorde a US\$ 126 mil, mas a alegria durou pouco. No dia 10, estima-se que US\$ 19 bilhões foram liquidados. Desde então, o ativo digital tem “andado de lado”, entre US\$ 105 mil e US\$ 113 mil. A explicação dos sites especializados é de que houve uma fuga de investidores alavancados. Esse pessoal, apostando em valorização, toma dinheiro emprestado, por exemplo, dez vezes mais do que tem, e precisa liquidar suas operações às pressas porque a alta não veio e tenta reduzir as perdas. A derrocada foi causada por Donald Trump prometendo punir a China com tarifa de 100%. Pequim decidiu restringir o uso de terras raras chinesas, o que irritou Trump. Além disso, há boatos sobre insolvência de alguns grandes investidores de criptomoedas, enfraquecendo a cotação do bitcoin. Porém, esses investidores que tiraram US\$ 19 bilhões do bitcoin representam uma parte pequena do mercado da cripto. A capitalização da moeda é de US\$ 2,15 trilhões, com os US\$ 19 bilhões queimados equivalendo a 0,88% do total. Enquanto esse grupo é mais especulador ou imediatista, há uma massa que pensa no longo prazo, ignorando as oscilações de curto prazo. A estratégia é aproveitar as quedas periódicas para comprar o ativo aos poucos, a um preço mais barato. Para fazer compras pequenas de produtos arriscados, e isso vale para qualquer renda variável (ações, ouro, fundos imobiliários etc.), é necessário ter investimentos conservadores, de renda fixa para cobrir as surpresas do dia a dia, evitando vender ativos momentaneamente em baixa. É preciso ter um colchão para sua economia de muitos anos não desaparecer em poucas horas. Potencial de alta na Bolsa Um estudo do jornal Valor junto a analistas do mercado aponta que Raízen, Braskem, CBA e Randon são projetadas como as ações de maior tendência de alta no ano. Não são papéis para sair comprando, mas que merecem ser analisados. Maior expectativa de queda O estudo do Valor também apontou a projeção das maiores quedas este ano – Copasa, Taesa, Totvs e M.Dias Branco, enquanto Sabesp ficaria estável. As que se destacam no topo de cada lista são Raízen, com +129%, e Copasa, com –22%. Tesouro Direto a 8% Enquanto não se sabe quando a Selic deverá cair, os títulos IPCA continuam pagando incrivelmente bem. O papel para 2029 paga inflação mais 8,04% ao ano. Com imposto já descontado, o resgate em 2029 daria lucro de 47%.