(Michael Weins/Domínio Público) Em novembro de 2024, quando Donald Trump venceu no colégio eleitoral americano, uma onda otimista tomou conta dos investidores de bitcoin, que estava em US\$ 75 mil. Em 6 de outubro passado, a criptomoeda atingiu seu pico histórico, de US\$ 124,7 mil. Desde então, a moeda digital contrariou as previsões, ficando estagnada e, nesta semana, agonizando numa derrocada. Ela partiu de US\$ 78 mil na última segunda-feira, ruindo para US\$ 62 mil na quarta e US\$ 65 mil na madrugada de ontem, perdendo 48% desde seu topo. Ontem foi a US\$ 70 mil. A desvalorização não se restringe ao bitcoin, mas às criptos, incluindo solana, ether e memecoins (especulativas). O derretimento tem relação com a aversão aos investimentos de risco, indicando que o estresse incessante das tensões causadas por Trump se tornou um veneno para o bitcoin. Os especialistas apontam outros motivos – vendas feitas por baleias (megainvestidores) e ETFs (fundos), muito capital se voltando à inteligência artificial e até a concorrência dos mercados preditivos (bolsas de apostas digitais). Porém, a insegurança com o bitcoin não tem uma causa objetiva, como a quebra de uma corretora ou um ataque hacker. O efeito que conta é mesmo o da aversão ao risco, quando os mercados buscam ativos mais seguros ou de proteção, como títulos americanos e ouro. Dias após o recorde em outubro, houve a primeira grande liquidação, quando investidores alavancados (tomam empréstimos apostando na alta) venderam suas posições às pressas para reduzir as perdas. Isso se repetiu algumas vezes. Nesta semana, a fuga foi liderada pelos ETFs. Em entrevistas, os analistas, investidores e defensores das criptos aparecem atônitos. Alguns admitem que venderam suas posições, enquanto outros dizem que aproveitam o preço mais baixo para acumular, apostando em recuperação. O problema é que ainda não se sabe se o bitcoin atingiu seu fundo, que alguns catastrofistas dizem ser de US\$ 40 mil. O que se deve aprender é evitar aportar grandes partes do patrimônio em ativos de altíssimo risco ou especulativo, não cair em conversas de lucratividade garantida e investir no que se conhece pouco. Fora isso, correr risco também pode gerar grandes oportunidades, e o meio cripto pode voltar a oferecer ganhos, assim como muito prejuízo. Mais recomendadas O Itaú desbancou a Vale e, com 6 votos, é a ação preferida dos analistas para investir neste mês, segundo o portal ADVFN. Localiza e Vale tiveram 4 citações, Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), Sabesp, Prio e Cosan levaram 3 votos. Melhores para dividendos Para os investidores que buscam dividendos, a ação mais recomendada pelos analistas de nove casas para este mês é a Petrobras (PETR4) e a Caixa Seguridade, com seis votos. Itaú teve cinco citações e Vivo, quatro. Altíssimo risco O ETN (fundo similar ao ETF, mas de títulos de banco) DGAZF Velocity Shares 3X inverso do gás natural, do Credit Suisse, subiu 10.289% em 12 meses. Segundo o Yahoo Finance, se o ETN apostar que o gás cairá 1%, e acertar, o DGAZF ganha 3%.