(FreePik) Em geral, os investidores se baseiam na sugestão de assessores das corretoras e gerentes de banco para escolher um fundo. A decisão costuma estar atrelada à rentabilidade, principalmente à do curto prazo, o que pode levar a adquirir cotas de um produto com mau desempenho passado ou que embute um risco acima do aceitável. Portanto, o processo de escolha de um fundo precisa envolver outras análises, como a gestora e a valorização em prazos mais longos. Também é preciso avaliar a qualidade do portfólio (no que o fundo investe). Muitos investidores não têm facilidade com as expressões do mercado e os nomes dos fundos, cheios de siglas e palavras em inglês, também não ajudam. Mas isso não pode ser motivo para escolha sem analisar o que se vai comprar. Principalmente se o valor for elevado ou se haverá aporte todo mês. Algumas ferramentas ajudam nessa escolha criteriosa. Sites como Status Invest, Valor Investe e Mais Retorno, alguns gratuitos e outros pagos, dão dados detalhados dos fundos, como gestora, rentabilidade, taxas, valor para investir e resgatar, portfólio e até o número de cotistas (e se estão aumentando ou caindo ao longo do tempo). Fique atento ao Índice de Sharpe, geralmente informado nesses sites ao lado do dado mais procurado, o da rentabilidade. O Índice de Sharpe, criado por William Sharpe, vencedor do Nobel de Economia, avalia o risco de perder dinheiro e o retorno de um fundo. Como exemplo prático de uso do índice, o investidor pode se sentir seduzido por um fundo de excelente rentabilidade, mas e se o seu Sharpe revelar que esse produto tem muito risco? No caso de um conservador, que não suporta perdas, de que adianta aplicar em um fundo que rende 20% em um período, mas cai 15% nas outras ocasiões? Nessa situação hipotética, esse cotista ficaria muito mais satisfeito se a rentabilidade ficasse ao redor de 10%, sem sobressaltos. Segundo o portal InvestNews, o índice de Sharpe 1 é um ótimo investimento e, abaixo disso, chegando a zero ou ficando negativo, sinaliza um mau negócio. Outra forma de usá-lo é comparar o Sharpe de fundos de classes parecidas, como os de renda fixa. Peça ao seu assessor ou gerente para fazer essa comparação, uma regalia de que tem mais dinheiro, ou aproveite as ferramentas gratuitas da internet. Dólar em queda O rebaixamento da dívida americana manchou o dólar, que perde força no mundo com a gastança da Casa Branca. No Brasil, analistas ouvidos pelo BC há quatro semanas previam câmbio de R\$ 5,90 para o fim do ano. Agora a aposta é de R\$ 5,82. EUA em baixa O rombo gigante dos EUA causou a alta dos juros dos títulos de longo prazo por lá. Isso beneficia o investidor de renda fixa, mas é preciso tomar cuidado com risco de calote, caso compre papéis do setor privado. Não coloque muito dinheiro em um só ativo. Rodízio na Bolsa No Brasil, a Bolsa atrai mais gringos, com alta das cotações. Mas há setores sob revisão, como o de bancos, após a queda do BB. Como o segmento paga muito dividendo, alguns torcem por quedas para comprar ações a preços baixos.