Antonio Brito surfando as ondas de Pipeline em 1977 e realizando o sonho da vida (Arquivo) Em 1974, Antonio Brito saiu em viagem para o Peru, passando pelo Equador e indo até o Panamá. De lá, seguiu por terra para Costa Rica, buscando as melhores ondas da América Central. Essa etapa foi um primeiro passo para a conquista do seu maior sonho: o Havaí. Brito estava em uma surftrip com outros quatro brasileiros e dois americanos. Durante a viagem, ele e um dos americanos procuravam por um pico de ondas na Costa Rica, mas em um incidente o passaporte do gringo se molhou, o que causou atraso na expedição e o desencontro com o restante do grupo. Quando finalmente chegaram à Califórnia, os amigos brasileiros já haviam retornado ao Brasil. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Determinado a ficar, Brito começou a estudar, trabalhar com música e joalheria para juntar dinheiro e realizar o seu grande sonho de surfar o Havaí. Naquele início de inverno, em dezembro de 1975, o mar estava generoso e Brito encarou os seis pés de ondas perfeitas de Pipeline pela primeira vez. Sonho realizado, Brito voltou para o continente, formou-se em Artes, com especialização em joalheria, pelo Cabrillo College, na Califórnia. Em 1977, retornou ao Havaí e foi morar entre Sunset e Backyards, junto aos irmãos Paulo e Fabrício Uchoa, tornando a casa um reduto de destemidos surfistas brasileiros. Surfando e tocando bateria na banda Good Vibes com Jimmy Irons no sax, Bob Schaeler na guitarra, Pat Rawson no piano e Marilou Flute no vocal, Brito se apresentava em diversos lugares da ilha, entre eles no Waimea Falls Park, no North Shore. Em 1978, o amigo Thyola passou no Havaí e arrastou Brito para um tour na Austrália e Bali pela primeira vez. Eles descobriram o surfe na Indonésia quando pouca gente conhecia o paraíso. De lá, Brito rumou para o Brasil e visitou os pais antes de voltar ao Havaí, em Kauai, no ano seguinte. Em 1980, Brito explorou a costa do Brasil e lançou âncora na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. Ele comprou um terreno, construiu uma casa e ficou morando por lá até 1986. Entre 1986 e 1987, saiu em turnê com o show Mistérios da Amazônia pela Austrália e Indonésia. De volta ao Brasil conheceu e se apaixonou por Itacaré, onde ficou de 1990 até 2003. Brito é pai de Kalani, fruto do seu casamento com Rosana, dona da casa que abrigou a fábrica da Lightining Bolt em Guarujá. A alma cigana de Brito segue lhe conduzindo para lugares com ondas e natureza. Atualmente na Costa Rica, mas sempre com projetos de novos destinos com boas ondas. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal