Foram quatro temporadas e 40 episódios do quarteto Juba, Lula, Zelda e Bacana (Reprodução) A década de 1970 avançava e a cultura de praia e do surfe se consolidava no Rio de Janeiro. André De Biase viajava atrás de ondas grandes e perfeitas pelo Brasil, descendo pelo litoral até o Rio Grande do Sul, e na sua histórica surftrip internacional, pela América Latina, passando pelo Peru, El Salvador e México, entre 1974 e 1976, ao lado do irmão Fabio Mobral e Zeca Proença, irmão de Paulo Proença. Em um certo dia de 1977, o diretor de cinema Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, apareceu na praia, procurando por André. Lacerda tinha visto a foto do rapaz e procurava um protagonista para o filme sobre um jovem da Zona Norte carioca vivendo grandes aventuras em Ipanema, na Zona Sul da cidade. André foi aprovado, acertou como cachê uma viagem para o Havaí e entrou para o mundo do cinema com o filme Nos Embalos de Ipanema, de 1978, seu primeiro sucesso. André De Biase se apaixonou e se envolveu com tudo o que está por trás da Sétima Arte – produção, direção, roteiro e atuação. Nessa época não existiam filmes direcionados para o público jovem e assim, inspirado na sua própria vida, no seu universo, ele e o irmão Tunico De Biase, também surfista e fotógrafo da Revista Brasil Surf, resolveram escrever um roteiro. Nascia, em 1979, a ideia do filme Menino do Rio. O nome surgiu com a música do Caetano Veloso, inspirada no jovem surfista carioca, Peti. André De Biase conversou com Caetano que autorizou o seu uso. Lançado em janeiro de 1982, o filme dirigido e produzido por Antônio Calmon e Bruno Barreto foi um sucesso de público, com mais de três milhões de espectadores fazendo filas e lotando salas de cinema no Brasil. O sucesso levou o surfista para as telenovelas da TV Globo, mas o que ele queria ia além dessa rotina de gravação e textos diários decorados. Entre as diversas viagens para o Havaí, Austrália e Bali que fez na década de 1980, ele e Kadu Moliterno apresentaram a José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, a ideia de fazer um seriado com uma dupla do barulho no melhor estilo Indiana Jones, muito surfe, asa delta e rock'n roll. O jornalista e produtor Nelson Motta sacou logo: “É uma grande armação do Kadu e do André”. O espirituoso Daniel Filho completou: “Sim, uma grande armação ilimitada!”. O resto são as histórias. Foram quatro temporadas e 40 episódios do quarteto Juba, Lula, Zelda e Bacana, entre 1985 e 1988. O culto ao surfe, aos surfistas, suas gírias e estilo foram apresentados à grande massa da população brasileira. O surfe ganhava uma dimensão nacional. De tantas aventuras e viagens pelo mundo, o destino lhe reservou um grande negócio. André De Biase abriu sua agência de viagens e, hoje, aos 68 anos, inspira pessoas a conhecerem e viverem seus sonhos e experiências nos melhores lugares do planeta de forma segura, feliz e ilimitada. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal