Jack McCoy dedicou sua vida a divulgar o surfe e a defender propostas ambientais (Divulgação) Movido da sua paixão pelo oceano e pelas ondas, Jack McCoy moldou uma carreira de mais de quatro décadas, tornando-se uma figura icônica no mundo do cinema de surfe. Nascido em Kailua, no Havaí, em 1954, ele cresceu ao lado de lendas como Gerry Lopez e Dennis Pang, e desde muito jovem se apaixonou pelo surfe. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em 1970, decidiu ficar na Austrália, ao contrário do infortúnio de muitos jovens que seguiam para a Guerra do Vietnã, e logo se envolveu com a produção de filmes, começando pelo seu clássico Tubular Swells, lançado em 1976, ao lado do fotógrafo Dick Hoole. Sem formação acadêmica em cinema, Jack era um autodidata. Obstinado, carismático e criativo tornou-se um mestre na cinematografia aquática. Seus filmes Storm Riders, The Green Iguana, Blue Horizon e A Deeper Shade of Blue são reconhecidos por capturar a beleza, a emoção e o espírito do surfe. Usando técnicas inovadoras como filmagens em câmera lenta, Jack e suas obras ajudaram a transformar o esporte, elevando o surfe a uma arte visual e cultural sem precedentes, inspirando gerações de surfistas e cineastas. Ao longo dos anos, Jack McCoy também se dedicou à causa ambiental, apoiando organizações como a Surfrider Foundation. Sua influência foi fundamental na criação de eventos como o Billabong Challenge, que levou os melhores surfistas do mundo a locais remotos da Austrália Ocidental, promovendo a união da comunidade do surfe. Jack era uma pessoa generosa, com um senso de humor contagiante e uma profunda conexão com sua família. Sua esposa Kelly foi sua parceira na vida e na produção de seus filmes. Mesmo enfrentando desafios de saúde, Jack continuou sua missão de inspirar e educar, viajando, filmando e compartilhando seu amor pelo mar. Sua última turnê de cinema, celebrou os 20 anos de história do Blue Horizon. A versão remasterizada percorreu a Austrália entre abril e maio e foi o seu Adeus às grandes telas. A morte de Jack McCoy no dia 26 de maio, aos 76 anos, impactou profundamente o mundo do surfe e do cinema, mas sua memória o manterá para sempre vivo como artista, ativista, amigo e uma verdadeira alma do oceano. Sua visão e seu espírito Aloha continuarão pelas gerações futuras, a cada celebração pelo mar. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal