(Gerada por IA) Em 12 de maio de 2020, o Jornal A Tribuna publicava a primeira coluna Histórias do Surfe. Com o título “Os pioneiros do surfe – Parte 1”, ela contou a trajetória de Thomas e Margot Rittscher. Os irmãos norte-americanos viviam no Brasil, mas mantinham contato com as revoluções culturais do seu país de origem. Os Rittscher realizaram a proeza do ato pioneiro ao deslizar sobre as ondas em águas brasileiras. Nascia, assim, o surfe em Santos. De lá para cá, a coluna Histórias do Surfe alcançou a marca de 250 publicações, trazendo ao seu leitor artigos inéditos, exclusivos e reveladores. Todos os artigos (sempre que possível) tiveram a participação direta dos protagonistas e a equipe de pesquisas não mediu esforços para que isso acontecesse, a exemplo de Jorge Paulo Lemann, o bem-sucedido empresário brasileiro e um dos pioneiros do surfe brasileiro, que concedeu entrevista diretamente de seu escritório na Suíça. Participaram dessa trajetória de quase cinco anos surfistas ilustres, como os brasileiros campeões mundiais, e desconhecidos do grande público, mas não menos importantes para a trajetória do surfe nacional, que abrilhantaram as páginas de A Tribuna com seus depoimentos sobre as descobertas e inventos que lançaram as sementes do surfe moderno. A compreensão de que a história e a cultura são construções sociais é premissa para compreender a historicidade do surfe no planeta. Essa virtude da equipe Histórias do Surfe não começou em 2020. A coluna é um desmembramento da luta e trabalho para a entendimento do surfe como parte integrante da cultura de praia do país e do mundo. Uma prática que não nasceu como um esporte olímpico, mas se espalhou pelo globo a partir das crenças e valores dos seus povos de origem. Nas praias de Santos, nos longínquos anos 1930, Thomas, Margot e os brasileiros Osmar e Jua descobriram essa relação ancestral do homem com o mar. O surfe avançou pelos anos 1960 e se popularizou no Brasil a partir dos anos 1980. A cidade de Santos, mais uma vez pioneira, realizou atos para a divulgação do surfe. Desde 1999, a equipe de pesquisas Histórias do Surfe se orgulha de contar essas histórias e fomentar a cultura do surfe e de praia. Em 2005, inaugurava-se o Santos Surf Festival, o primeiro de uma série de cinco festivais consecutivos. O evento reuniu milhares de pessoas no Emissário Submarino, numa atmosfera em torno do surfe e do verdadeiro espírito Aloha, em suas diversas atrações. Em uma delas, os pioneiros Thomas, Margot, Osmar e Jua se tornaram os primeiros homenageados pelo Dia do Surfista, pela Lei Municipal 2.172, sancionada em 2003. Em 2022, o Dia do Surfista ganhou uma comemoração especial: a Cerimônia das Areias, comemorada na Pinacoteca Benedito Calixto, o último casarão em frente à praia de Santos. Mais de 80 surfistas já foram homenageados pela iniciativa. A credibilidade das Histórias do Surfe conquistou a confiança da comunidade nas principais praias do Brasil, pois onde tem onda, tem história. Diante desse repertório de ações, a criação de um Acervo Público de Surfe é uma demanda necessária para fomentar pesquisas e fortalecer o surfe como identidade nacional. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal