(Gabriela Morais/Imagem gerada por IA) A cada nova moda tecnológica, é comum bater aquele medo de ficar para trás. Mas, com a inteligência artificial (IA), a história muda de figura. Dessa vez, quem já tem estrada percorrida e sabe o que realmente importa está em vantagem. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A IA não veio para roubar o lugar da sabedoria, e sim para ser um megafone da sua experiência. Médicos que cruzam exames com algoritmos, professores que adaptam aulas com base em dados e empresários que enxergam tendências antes da concorrência... Todos eles redescobriram o prazer de inovar sem abrir mão do que mais dominam: sua bagagem profissional. Tem dado certo por aqui e no exterior. Uma pesquisa da HP Inc. Brasil realizada no início de 2025 mostrou que os profissionais mais experientes são os mais otimistas com a IA. Entre os entrevistados, 85% acreditam que os computadores com inteligência artificial aumentam produtividade e criatividade. E 51% garantem que essas tecnologias melhoram o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Um caso de aplicabilidade vem de um grupo de executivos acima dos 60 anos. Depois de participarem de um workshop presencial de IA, no primeiro semestre de 2025, em Santos, começaram a usar ferramentas como o ChatGPT para automatizar relatórios e análises. Resultado? Em apenas 30 dias, economizaram, em média, 20% do tempo. Agora, esse tempo é utilizado para liderar com mais calma e focar em decisões estratégicas. A experiência virou ponte para o futuro. E essa ponte tem várias trilhas, como na saúde (médicos usam IA para cruzar sintomas e exames, ganhando precisão e agilidade), na educação (professores montam percursos de aprendizagem personalizados e mais eficazes), nos negócios (gestores antecipam o mercado com IA preditiva e tomam decisões mais certeiras), na comunicação (jornalistas ganham tempo com transcrições e esboços de texto automáticos) e na engenharia (profissionais otimizam cálculos e revisam projetos com mais agilidade). Segundo o Fórum Econômico Mundial, quase metade das habilidades exigidas em 2027 ainda nem são comuns hoje. Ou seja, dominar a IA agora é um baita diferencial, principalmente para quem já traz um olhar estratégico de longa data. Mas não é só sobre produtividade. É também sobre inclusão. Se os profissionais mais experientes não estiverem presentes no desenvolvimento e uso da IA, o risco de reforçar preconceitos de idade cresce. Representatividade aqui não é luxo, é necessidade. Adotar a IA, mesmo que aos poucos, pode trazer importantes ganhos, mas é preciso dar os primeiros passos (confira as dicas abaixo). É natural sentir um frio na barriga. Mas é aí que sua experiência brilha. Você já aprendeu a confiar, a duvidar e a validar. E isso vale ouro na era da IA. No final, a IA é o navio e você continua sendo o capitão. Com visão, experiência e curiosidade, é possível acelerar rumo a essa nova era sem perder o que te tornou relevante. Então, você vai continuar observando esse navio partir ou assumir o leme e navegar rumo às novas oportunidades da inteligência artificial? Principais ganhos Mais produtividade, liberando espaço na agenda para o que importa de verdade Mais relevância, mostrando que inovar não é só coisa de jovem Mais inclusão, equilibrando o jogo entre gerações no mercado de trabalho Primeiros passos Vá no simples: comece testando o ChatGPT, Gemini ou Copilot nas versões gratuitas Aprenda aos poucos: tutoriais, eventos, trocas com colegas, tudo é válido Compartilhe: incentive o diálogo entre gerações e divida seus aprendizados Mostre resultados: registre o que mudou na sua rotina — menos tempo gasto, mais ideias geradas