(Gabriela Morais/Imagem gerada por IA) Saber ler e escrever sempre foi o básico para se virar no mundo. Mas, agora, isso já não basta. Chegou a hora de aprender um novo idioma: o digital. Porque, convenhamos, os algoritmos estão decidindo um monte de coisa por aí e nem sempre do jeito que a gente gostaria. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Só que entender o digital não é apenas saber usar um aplicativo ou postar nas redes. É ir além e desenvolver o tal do pensamento crítico. Saber como os dados que você gera viram ouro (pros outros), como funcionam os sistemas por trás das ferramentas do dia a dia e como não cair em ciladas digitais. É sobre manter a autonomia num mundo que anda cada vez mais automático. Essa mudança não é teoria. Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2025, cerca de 85 milhões de empregos podem desaparecer por causa da automação. Em compensação, outros 97 milhões vão surgir, boa parte deles exigindo habilidades digitais bem desenvolvidas. Ou seja: o mundo do trabalho está virando a chave e indo em direção a uma economia digital, onde saber lidar com tecnologia não é mais diferencial, é pré-requisito. Na Baixada Santista já temos garçons que tiram pedidos com QR Code, comerciantes que vendem pelo TikTok Shop, operadores que leem dados como quem lê maré. Gente que está entrando no jogo e que entendeu que é preciso aprender sempre. Porque, mais do que dominar uma ferramenta, a habilidade mais valiosa hoje é saber como aprender e continuar aprendendo. Mas, e quem ainda não conseguiu dar esse passo? Infelizmente, tem muita gente ficando de fora. Falta incentivo, sobra vergonha de perguntar, há o medo de errar e bate aquela sensação de que a sua vez já passou. É por isso que os cursos presenciais de capacitação digital que estão rolando pela região fazem toda a diferença. Eles têm um ritmo mais tranquilo, acompanhamento de perto e, o mais legal, são em grupo. Porque aprender com os outros, trocar ideias, errar junto, rir dos erros e celebrar os acertos é o que realmente acelera o aprendizado. Essa preparação tem que começar cedo. Um dado da consultoria Boston Consulting Group aponta que 65% das crianças que estão entrando na escola hoje vão trabalhar em profissões que ainda nem existem. Isso muda tudo. Exige uma nova abordagem na educação, onde criatividade, adaptabilidade e, claro, alfabetização digital sejam tão importantes quanto saber tabuada ou conjugar verbos. A alfabetização digital é o novo “saber ler e escrever”. Não é luxo nem tendência da vez. É o que vai definir quem continua com voz, espaço e escolha no mundo que estamos construindo. Porque cada vez mais, quem entende o digital é quem tem as rédeas da própria história. E quem não entende? Pode acabar sendo só passageiro, sem nem perceber. Se antes as palavras eram a chave para a liberdade, hoje é o domínio do digital que abre portas. Ele está presente em tudo: do acesso à um serviço de saúde até a forma como nos locomovemos, fazemos compras, nos comunicamos e até nos conectamos com outras pessoas. Ignorar isso é como morar em frente à praia e fingir que a umidade não te atinge. Então, reflita comigo: você está pronto pra escrever o seu futuro nesse novo idioma?