A história de uma heroína da vida real

Por: Martha Vergine  -  14/02/19  -  17:35
  Foto: Fonte: Angelo France

Hoje tomo algumas liberdades. 


 


O texto é dedicado especialmente as mulheres que acompanham a coluna e, ouso, inovar nos assuntos e escrever o texto a quatro mãos*.


 


São milhares e, mais milhares, de mulheres que doravante a sua jornada tripla na vida, ainda encontram tempo para se preparar para um concurso público.


 


Em uma conta rápida percebemos que as mulheres são maioria nos cursinhos, nas bibliotecas e nas salas de provas.


 


O mais desavisado pode achar que é fácil dar conta de tudo. Ledo engano. Ser mulher nunca foi, e continua não sendo, uma atividade fácil em nenhum sentido.


 


Essa semana tivemos a triste notícia do acidente que vitimou o querido jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci.


 


E essa fatalidade teria feito mais uma vítima, se não fosse a coragem de uma mulher chamada Leiliane Rafael da Silva, que bravamente salvou a vida do motorista de caminhão João Adroaldo Tomanckevez.


 


E que mulher!


 


Leiliane está sendo chamada de heroína. E com todo mérito e razão.


 


Acontece que sua louvável atitude rendeu críticas no sentido de que ela poderia se machucar ou ainda agravar o estado de saúde das vítimas.


 


Mas sinceramente, você está em uma rodovia e presencia um helicóptero bater em um caminhão, qual seria sua reação?


 


Bom, a reação de alguns homens foi a de pegar o celular e filmar.


 


Já a reação dessa supermulher foi a de subir no caminhão e tentar arrancar a porta com as próprias mãos e salvar uma vida.


 


E é assim que é.


 


Por quantas vezes você mulher, não foi lá e fez o que tinha que ser feito?!


 


Independentemente dos julgamentos, das consequências, simplesmente porque você tinha que fazer alguma coisa diante de determinada situação?


 


Quantas vezes você teve a coragem de tomar a iniciativa enquanto os outros somente assistiam inertes?!


 


Pois é, praticamente todos os dias. 


 


Todo dia cabe a nós mulheres, tomar diversas iniciativas, decisões e atitudes as quais nem sempre temos tempo de ponderar, analisar os prós e os contras, pensar em todas as consequências para depois agir.


 


Nós vamos lá e fazemos. Simplesmente porque alguém tem que fazer. É da nossa natureza tomar a frente e resolver os problemas quando ninguém mais o quer fazer.


 


Mais uma vez, não pense que é fácil ser essa fortaleza o tempo todo. Por vezes é cansativo, e chega a ser exaustivo.


 


Somos cobradas, julgadas, criticadas...


 


Podemos até salvar uma vida, assim como fez Leiliane, e ainda assim, para alguns nunca será bom o suficiente.


 


Nós mesmas nos questionamos constantemente se estamos no caminho e tomando as decisões mais acertadas.


 


Que mãe, como o artista circense ao tentar equilibrar todos os pratos - dos filhos, da casa, do trabalho, e tantos outros - nunca sentiu culpa ao perceber os olhos de julgamento quando está dando mais atenção a um em detrimento do outro?


 


E aí você pode perguntar, mas por que vocês continuam fazendo? Simplesmente porque somos mulheres donas de nossos mundos e arcamos com os resultados das nossas escolhas.


 


Como mulheres fortes e de atitude que somos, aprendemos a lidar com as críticas, a seguir de cabeça erguida fazendo nossas escolhas independentemente da opinião (muitas vezes dispensáveis) de alguns.


 


E assim continuaremos fazendo. Continuaremos agindo. Goste o mundo ou não!


 


Toda nossa admiração por essa SuperMulher, parabéns pela ATITUDE Leiliane.


 


Ela representa muitas mulheres que dia a dia arrancam com a unha os obstáculos que a impedem de salvar o mundo! A começar, o seu próprio mundo.


 


*Obrigada por me ajudar a contar essa história Sanshain Araújo! As mulheres juntas são muito mais fortes. Sororidade, essa é a palavra de ordem.


 


INSTAGRAM @euestudocerto


FACEBOOK @euestudocerto


YOUTUBE /blogeuestudo


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
Logo A Tribuna