[[legacy_image_334617]] A conclusão do Trecho Norte do Rodoanel representará um marco significativo para a infraestrutura de São Paulo e, consequentemente, para o Brasil. Essa obra não apenas aliviará o fluxo de cargas na Grande São Paulo, mas também desempenhará o papel de facilitador do acesso ao Porto de Santos. O horizonte para a realização de mais essa obra de infraestrutura para o Estado ficou mais próximo com o anúncio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de liberação de R\$ 1,35 bilhão, provenientes do BNDES. Com cenário político favorável e costurado entre Lula e o governador Tarcísio de Freitas, o Trecho Norte faz parte de um pacote de grandes obras que tem o túnel Santos-Guarujá como carro-chefe. O edital para projeto e obras foi lançado em agosto do ano passado, e tem um orçamento total de R\$ 3,4 bilhões. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Pacificada a origem dos recursos e vencida as etapas jurídicas do edital, é provável que em dois anos o Trecho Norte já esteja concluído e aberto ao tráfego, e é esse o ponto de extrema atenção que se deve ter – aliás, já deveria estar em curso uma análise mais apurada sobre os impactos colaterais que essa obra terá nos acessos à região, e aqui não se está desconsiderando o fato altamente positivo que o Trecho Norte representará para o crescimento do Porto de Santos. Especialistas defendem que, paralelamente às obras do novo trecho do Rodoanel, Estado e União deveriam acelerar os estudos que visam à criação de uma terceira ligação entre o Planalto e a região, defendida há anos, para reduzir a sobrecarga de veículos que já se verifica nas vias Anchieta e Imigrantes. Além disso, é imprescindível que se tire do papel a construção de mais um viaduto de ligação com o Porto, na Alemoa, medida defendida por todo o trade portuário não só como fundamental na movimentação de cargas, mas também no quesito segurança, visto que hoje há apenas um acesso ao cais na Margem Direita. O Porto de Santos é uma peça fundamental da economia brasileira, responsável por uma parcela significativa do comércio nacional e internacional. Sua eficiência e acessibilidade são essenciais para garantir o fluxo contínuo de mercadorias, tanto para importação quanto para exportação. No entanto, ao longo dos anos, o acesso tem sido comprometido por congestionamentos e problemas de infraestrutura viária, especialmente na Via Anchieta, que há muito tempo atingiu sua capacidade máxima. A conclusão do Trecho Norte do Rodoanel dá ao complexo portuário santista um item a mais de competitividade, mas toda a cadeia de mobilidade precisa ser analisada. Se é importante reduzir distâncias e custos entre o produtor e o escoamento da carga, não se pode negligenciar que obras complementares e de alto relevo são importantes. Este é o momento de autoridades locais, legislativos estadual e federal, além do próprio setor empresarial unir forças no sentido de garantir esses investimentos, com o forte argumento do quanto o Porto de Santos ganhará em termos de Custo Brasil e competitividade.