Imagem ilustrativa (Freepik) Depois do Governo Federal ter lançado o Celular Seguro BR, a Polícia Militar de São Paulo fez parceria com o Google para combater a epidemia de roubos e furtos de celulares. Paralelamente, os usuários podem aumentar a segurança acessando as configurações de seus aparelhos, soluções preventivas criadas pelos fabricantes para tentar proteger um mercado tão grande e essencial para essas empresas. Porém, essas melhorias, pelo menos por enquanto, não impedirão que os bandidos continuem se dirigindo de forma violenta às vítimas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essas ferramentas podem até impedir que o crime ganhe escala, como sequestro relâmpago para acessar aplicativos bancários ou fazer compras pela internet, mas não evitam que se fique exposto à violência no momento da abordagem. Além disso, muita gente usa nas ruas o “celular do ladrão”, sem os apps dos bancos, mas fica o medo de deixar o bandido irritado e sofrer uma punição por isso. Como não há expectativa de que os índices de criminalidade caiam profundamente no País, a única solução seria inviabilizar o mercado paralelo dos celulares. Segundo o Governo do Estado, de janeiro a abril, foram roubados 24,7 mil aparelhos apenas na Capital – eles tiveram uma destinação obviamente. Esse dado caiu 12,9% na comparação com igual período do ano passado, estatística que tem pouca serventia para o usuário, pois o número continua assustador e a sensação de perigo permanece. Parece que os crimes relacionados aos smartphones ainda não são vistos com a importância que têm, pois são caminho para imensas perdas financeiras e assassinatos. Tanto do lado do setor público como das empresas de smartphones, essas ferramentas tecnológicas colaboram para a sociedade enfrentar esses furtos e roubos. Porém, tais medidas são incompletas e muito mais precisa ser feito pelos governos – obviamente, impedir que esses crimes tenham início. Aliás, o acesso a esses recursos de segurança depende dos usuários conhecerem os “botões” certos que precisam ser configurados. Os jovens nasceram com as novas tecnologias já em curso e para eles é muito fácil bisbilhotar seus aparelhos e se acostumar com os meios preventivos. Para os mais velhos, sem uma ampla campanha, essas iniciativas se perdem, lembrando que muitas são atualizadas periodicamente ou trocadas por artifícios de proteção mais complicados. As iniciativas dos governos Federal e Estadual não se repetem e na verdade são complementares. Enquanto o Celular Seguro BR permite bloquear o aparelho e à polícia localizá-lo assim que um novo chip for instalado, a parceria da PM com o Google permite inviabilizar o uso do telefone imediatamente, quando a vítima, ainda na rua, relata o crime a um policial – não sendo necessário chegar em casa para acessar o computador. De qualquer forma, nos dois casos, é o usuário do aparelho que precisa se virar. O ideal é que a segurança pública proteja a sociedade a ponto de inviabilizar a deflagração dessa rede de prática criminosa.