A modernização da infraestrutura, aliada a soluções inovadoras e sustentáveis, garantirá que o maior porto do Hemisfério Sul continue sendo um motor essencial do desenvolvimento brasileiro (Vanessa Rodrigues/AT) O Porto de Santos, maior do Hemisfério Sul, chegou ontem aos 133 anos reafirmando sua relevância para o Brasil e para o mundo. Em 2024, movimentou um volume recorde de 179,8 milhões de toneladas, consolidando-se como a principal porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro. Os números que sustentam essa cifra são superlativos: área superior a sete mil hectares, quase 6 mil navios atracados durante o ano de 2024 e 29% de toda a corrente comercial brasileira sendo movimentada no cais santista, gerando mais de 50 mil empregos diretos e indiretos. Para manter essa posição de destaque e acompanhar o crescimento da demanda global, é imprescindível que sua expansão ocorra dentro dos conceitos de sustentabilidade, tecnologia e eficiência logística. Com uma previsão de crescimento de 33,7% na movimentação geral de cargas e de 61,1% na operação de contêineres até 2040, o Porto de Santos precisa incorporar soluções modernas e sustentáveis para atender às exigências do mercado internacional. A incorporação de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) não é apenas uma opção, mas uma necessidade para continuar competitivo e atrair investimentos. Entre os projetos estruturantes está a ampliação da Poligonal do porto organizado, que aumentará a área operacional em 162,6%, possibilitando um salto na capacidade de movimentação de cargas. O leilão do terminal STS10, com previsão de elevar a capacidade de contêineres em 50%, e a ampliação da capacidade de armazenagem de granéis líquidos no terminal STS08 demonstram o compromisso com o crescimento. A logística também exige soluções inovadoras. O túnel Santos-Guarujá deve finalmente sair do papel, garantindo conexão ágil entre os dois lados do porto. Complementando essa melhoria, a construção da Avenida Perimetral da Margem Esquerda e a expansão da ferrovia interna aumentarão a capacidade de escoamento das cargas, reduzindo gargalos logísticos e contribuindo para a diminuição do custo Brasil. O aprofundamento do canal de acesso para 16 metros é outra iniciativa estratégica, permitindo a entrada de embarcações de maior calado e aumentando a competitividade do porto no mercado global. Além disso, o programa de modernização da gestão aquaviária, com a implantação do sistema VTMIS, garantirá maior segurança e eficiência na navegação dentro do complexo portuário. A inovação também passa pelo fortalecimento da infraestrutura cultural e turística. A segunda fase do Parque Valongo e a ampliação do Museu do Porto reforçam a conexão do complexo com a história e a identidade da região. O futuro do Porto de Santos depende de um equilíbrio entre crescimento econômico com responsabilidade ambiental e social. A modernização da infraestrutura, aliada a soluções inovadoras e sustentáveis, garantirá que o maior porto do Hemisfério Sul continue sendo um motor essencial do desenvolvimento brasileiro, reduzindo custos, gerando empregos e impulsionando a economia nacional.