(A Tribuna) Nesta quinta-feira (17) completou um mês da apresentação, pelos cinco deputados estaduais que representam a região — Tenente Coimbra (PL), Caio França (PSB), Paulo Mansur (PL), Solange Freitas (União Brasil) e Paulo Corrêa Jr. (PSD) — do projeto de lei que visa obrigar as concessionárias de rodovias a apresentarem planos de contingência para situações de emergência. Essa iniciativa surgiu após a queda de uma passarela na Rodovia Anchieta causar longas paralisações, afetando caminhões, ônibus e vans, e centenas de pessoas serem obrigadas a ficar paradas na estrada por um longo período até a liberação da via. O episódio evidenciou a necessidade de um plano de emergência para ser acionado em situações semelhantes. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o documento ainda está na primeira das três comissões pelas quais precisa passar antes de ir a plenário: a de Constituição, Justiça e Redação. Além do projeto de lei, os parlamentares planejaram encaminhar ofícios à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e à Ecovias Imigrantes, propondo alternativas, como a criação de rotas alternativas para caminhões e ônibus, evitando, assim, a série de transtornos verificada em março. Louvável e nobre a ação imediata dos parlamentares que representam a região, mostrando sinergia e foco coletivo em algo que vai além de eventuais diferenças políticas e ideológicas. Mais que isso: atua em áreas cada vez mais imprescindíveis para qualquer atividade — o planejamento e a prevenção. Considerando que a frente parlamentar que representa a região joga luz sobre algo sensível como a descida da serra, seria oportuno que outras questões relacionadas à segurança viária fossem consideradas e merecessem, também, a atenção dos deputados estaduais. Uma das queixas mais comuns dos usuários diz respeito ao tráfego de ônibus e caminhões na descida da Anchieta e ao conflito que se gera quando a Pista Sul da Rodovia dos Imigrantes está voltada apenas para os veículos que se dirigem ao planalto. Como não é possível aos veículos pesados a utilização da Imigrantes no sentido Litoral, ao menos a fiscalização por parte da Polícia Rodoviária poderia se fazer mais presente para coibir que caminhões, em especial, ocupem as duas faixas de rolamento da Anchieta quando apenas essa via estiver destinada aos motoristas que descem a serra. Não é rara a formação de congestionamento apenas pela ocupação das duas faixas por esses veículos, tornando a volta para o Litoral mais morosa. Mobilidade urbana e fluidez do tráfego são questões cada vez mais presentes no dia a dia de uma região conurbada como a Baixada Santista, que divide espaço com atividades de grande impacto, como o porto e o polo industrial. Não serão apenas obras civis a resolver os problemas: é preciso razoabilidade e bom senso dos motoristas e, quando nenhuma dessas virtudes estiver presente, a fiscalização permanente precisa dar conta de manter a ordem possível.