Foto ilustrativa (Alexsander Ferraz/AT) Depois de quase cinco anos, a segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não tem data para ser inaugurada. Para piorar, o custo do projeto, inicialmente de R\$ 217,7 milhões, foi triplicado, saindo por R\$ 612 milhões. As obras já foram encerradas pela construtora Álya, ficando com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) cuidar da sinalização e dos sistemas para os trens operarem. Contudo, após a EMTU – que está em liquidação pelo Estado e cujas atribuições foram transferidas à Agência Reguladora de Transporte do Estado (Artesp) – não cumprir sua parte, a conclusão dos trabalhos será feita pela concessionária BR Mobilidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme A Tribuna publicou no último dia 9, a concessionária, que já administra o primeiro trecho do VLT (São Vicente-Avenida Conselheiro Nébias, em Santos), receberá R\$ 395,183 milhões pela tarefa mediante aditivo (ajuste no contrato) assinado pelo Governo do Estado. O acordo pelo menos garantirá a conclusão do projeto, que ligará a Conselheiro Nébias ao Centro e Valongo. Porém, o atraso para a conclusão e a explosão dos custos configuram uma ineficiência mal explicada pelo Estado, com prejuízos à população e aos lojistas. Devido ao trajeto por vias tão adensadas, os transtornos eram inevitáveis. Mas eles seriam compensados pelos benefícios do sistema – mais confortável e seguro e com potencial para atrair turistas e consumidores ao Centro. Entretanto, o prazo das obras foi alongado e lojas e residências ficaram cercados de tapumes e poeira, causando mal-estar e dificuldades econômicas, com relatos de perda de vendas e lojas fechadas. Há uma expectativa de que a segunda fase do VLT funcione gradualmente até o fim do ano e plenamente em 2026, ano de eleição. Impressiona a falta de informação sobre o andamento dos trabalhos e os motivos de tanto atraso, sem a transparência que se espera do Poder Público na relação com moradores, comerciantes e imprensa. Por isso, é necessário que os parlamentares que representam a Baixada Santista na Assembleia Legislativa de São Paulo fiscalizem a conclusão do projeto. Na última vez em que se teve uma previsão de entrega, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que a operação comercial começaria em até 180 dias, conforme edição de A Tribuna de 19 de fevereiro. Esse prazo termina na próxima semana e, agora, não há uma data para que a segunda fase do VLT comece a operar de fato. Um projeto demorado o expõe à inflação sobre seus materiais e à manutenção da mão de obra e máquinas por mais tempo, inflando os custos. No caso dessa segunda fase do VLT, cuja infraestrutura (via férrea e estações) está pronta, há o risco de deterioração por falta de uso e também do roubo de cabos e metais, como já se viu na Rua João Pessoa. Pelo menos não houve paralisação por troca de governo ou por restrição de orçamento, mas o que se espera é que essa importante obra possa ser entregue à população o quanto antes.