. (Pixabay) O Brasil ainda está longe de atingir o patamar desejado quando o assunto é educação. Menos da metade dos estudantes de 15 anos de idade conseguiu atingir um nível mínimo de aprendizado em matemática e ciências, de acordo com os últimos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A evasão escolar continua sendo um problema – o Ensino Médio se mantém com os piores índices de repetência e abandono dos estudos, de acordo com o mais recente Censo Escolar. Em meio a tudo isso, o governo procura auxiliar quem não tem o ensino básico lançando cursos profissionalizantes exclusivos. Inicialmente, serão oferecidas 25 mil vagas gratuitas em cursos profissionalizantes na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). As aulas são para jovens com idade entre 18 e 29 anos que precisaram abandonar a escola e não concluíram a educação básica. Aproximadamente 10 milhões de pessoas estão aptas a participar do programa. Os cursos serão voltados a áreas que requerem mão de obra nas indústrias das localidades dos participantes. Ao final, o nome dos alunos que concluírem o programa será encaminhado à União, que repassará às agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para posterior inserção desses trabalhadores no mercado. A iniciativa capitaneada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) chega em boa hora, com o ensino profissionalizante no Brasil vivendo um momento de expansão. Dados do ano passado do Censo Escolar revelam que o número de matrículas em cursos de educação profissional e tecnológica chegou a 2,57 milhões, representando uma expansão de 2,4 vezes em relação ao ano anterior. Por outro lado, 9,8 milhões de jovens de 15 a 29 anos – ou 19,9% da população dessa faixa etária – não concluíram a educação básica e não frequentam escolas, segundo dados da pesquisa Juventudes Fora da Escola, do Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho. A maioria desses jovens (78%) provém de famílias com renda per capita de até um salário mínimo, e sete em cada dez (70%) são negros. A maioria (43%) não terminou o Ensino Fundamental; 22% completaram o Ensino Fundamental mas não iniciaram o Médio; e 35% têm o Ensino Médio incompleto. Oito em cada dez desses jovens estão fora da escola há mais de dois anos – a média, segundo a pesquisa, é de seis anos fora da escola. A maioria deles (84%) faz parte da força de trabalho – 69% estão ocupados e, desses, 67% se encontram na informalidade. Por mais redundante que possa parecer, nunca é demais destacar a importância da educação no crescimento social e econômico de um país. Até meados da década de 1980, com todas as suas dificuldades, o Brasil aparecia à frente de países como China e Coreia do Sul em matéria de desenvolvimento e instrução. Hoje, as duas nações se tornaram polos mundiais de inovação e tecnologia, beneficiando milhares de cidadãos.