Viagens mais curtas, a alternativa possível

Tendência deve dar o tom nos primeiros tempos de retomada

O “novo normal” no Turismo deve abrir os olhos para enxergar o que está ao redor. Na impossibilidade (ou insegurança, em alguns casos) de viajar para longe, a tendência é voltar as atenções para o localismo na hora de buscar algum destino para passear.

“Acreditamos, aqui na Baixada Santista, que a prioridade será o turismo regional. O cara vai pegar o carro dele, vai para a estrada e vai até as praias - ou para o interior. Nossa expectativa é que a diária média vai reduzir um pouco, é claro, mas não muito”, prevê Ricardo Roman, da ABIH.

A opinião é corroborada por Eduardo Sanovicz, da ABEAR. “Por estarmos a 50 minutos de São Paulo, e a 45 do polo do Grande ABC, há uma tendência natural de que as pessoas venham de modo próprio, sem se organizar por meio de um intermediário na cadeia produtiva – um agente, um operador, um prestador de serviço. A exceção é quando temos as pessoas vindo para eventos convenções, congressos etc, porque aí acabam se organizando por meio de prestadores de serviço”, afirma.

O olhar, na visão do presidente do Bureau santista, Leonardo Carvalho, deve recair sobre polos com bom poder aquisitivo no Estado. “Temos feito campanhas de “lembrança do destino” para toda a região de Campinas. A gente já tem feito vídeos promocionais, para que Santos não saia da mente daqueles residentes da região de Campinas. Porque a gente sabe que eles têm um bom poder aquisitivo, e estão numa distância muito próxima da gente. Assim que tiverem a possibilidade de nos visitar, tenha a nossa cidade em mente. É o segundo maior PIB do Estado”, argumenta. Turismo da Melhor Idade e esportivo também são alvos.

Já a presidente do Bureau de Guarujá, Maria Laudenir Oliveira, a Lau, também aposta que a cidade pode se beneficiar dessa opção por roteiros mais próximos. “Estamos desenvolvendo um portal dedicado à divulgação dos vários atrativos naturais e culturais que tornam Guarujá um excelente destino para que busca descansar, vida noturna, praticar várias modalidades esportivas, incluindo esportes radicais e ecoturismo e boa gastronomia”. 

Aeródromo de Guarujá

O funcionamento do Aeródromo Civil Metropolitano de Guarujá também cria expectativas, mas não em curto prazo. Para Sanovicz, o patamar da região mudará com o início do funcionamento do espaço na Base Aérea de Santos – a Infraero iniciou esta semana trabalhos de intervenção, como roçada na lateral da pista principal, de taxiamento e no pátio de aeronaves.

“O número de voos que esse aeroporto eventualmente terá vai crescer na medida em que a demanda e o interesse pela Baixada Santista cresça do ponto de vista de negócios, de eventos e do lazer. Você não sustenta a demanda só com um deles. Eles formam um mix, que leva as pessoas a pegar avião e viajar”, destaca. 

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