[[legacy_image_111725]] A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Vicente retomará os eventos de forma presencial a partir do próximo dia 23, com a tradicional Noite da Pizza. As atividades, que ficaram suspensas por mais de um ano e meio, em razão das medidas de distanciamento social, tem como objetivo recuperar parte dos recursos para manutenção do local. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Este ano, a Noite da Pizza também terá a versão delivery para garantir a participação de quem não puder comparecer presencialmente. As entregas poderão ser feitas tanto em bairros de São Vicente, como de Santos. Os convites custam R\$ 35,00 por pessoa, com comida à vontade e música ao vivo. “Nossos eventos são uma das fontes de recursos, nesses 33 anos de existência. Nessa época de pandemia, deixamos de realizar esses encontros e também tivemos baixa de todos os outros recursos, como doações, associados, projetos, repasse de verbas. Foi uma época muito difícil para cumprir nossos compromissos”, destaca a vice-presidente da instituição, Nilza Ribeiro Fernandes Afonso, lembrando que as programações seguirão todos os protocolos sanitários recomendados. Eventos promovidos em outros locais, em prol da entidade, também ocorrerão ao longo do mês. No último sábado (9), o Clube de Regatas Tumiaru promoveu o Mix Bazar 013, com uma variedade de peças artesanais, comidas e bebidas especiais. Já no dia 29, será a vez do Gnocchi do Danilo, promovido pelo restaurante santista Babbo Américo. Parte da renda será revertida para a unidade vicentina, que atende e supervisiona bebês, crianças, adolescentes e adultos - em um total mensal de mais de 300 pessoas com deficiência intelectual e -, em grande parte, de famílias carentes. De acordo com a diretora pedagógica da Apae, Cristina Cantarelli, durante todo o período da pandemia, a instituição continuou a atender os alunos de forma remota, em um processo que começou em 2020. “Tivemos problemas, porque alguns alunos não têm celular e acesso à internet adequados para assistir às aulas. A consequência disso é que as famílias têm dificuldade de acompanhar os estudos”, explica. Cristina ainda reforça a importância de manter um contato direto entre a equipe de profissionais da escola, pais e alunos. “Conversamos com os familiares e, por meio de um documento assinado, as famílias optaram pela manutenção das aulas remotas. Apenas uma minoria quis a volta presencial. Esses alunos que estariam retornando presencialmente deveriam estar vacinados com as duas doses da vacina, como ocorreu com os professores”. A diretora afirma que todos os protocolos solicitados pela Secretaria Estadual da Educação foram seguidos. A expectativa de Cristina é de que, até o final do ano letivo, a maioria retorne à sala de aula presencialmente, após a segunda dose da vacina contra a covid-19. “Faltam poucos meses para que isso ocorra. Esperamos que no próximo ano possamos voltar 100% no presencial, mas com segurança. Não adianta retornarmos e não termos segurança na saúde. O contágio é fácil, rápido”. A diretora diz que não é possível receber o aluno do portão para dentro e ignorar o que aconteceu do portão para fora. Ela ressalta a importância do acolhimento. “Quando o aluno é acolhido, a família também é”. Para garantir o trabalho da Apae, que abrange as mais variadas síndromes, a instituição conta com uma equipe especializada que atua no Ambulatório de Estimulação Precoce e Intervenção Multiprofissional, na Escola de Educação Especial Apae de São Vicente, no Centro de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), na Residência Inclusiva Lar Vivenda Feliz e no Programa de Orientação, Monitoramento e Encaminhamento ao Trabalho. Serviço Outras informações sobre como adquirir os convites, ou mesmo colaborar com doações, pelo telefone da Apae São Vicente: (13) 3467-1405. O contato também pode ser feito pelo site, ou pelo e-mail apae@apaesaovicente.org.br. A Apae-SV fica na Rua Feliciana Marcondes da Silva, 205, no Catiapoã. *Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna - UniSantos sob supervisão da professora Lidiane Diniz e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.