Os contêineres responderam por 60 milhões de toneladas, com expansão de 2,1%, enquanto a carga geral atingiu 28,6 milhões, alta de 1,6% (Alexsander Ferraz/AT) A movimentação de cargas nos portos da Região Sudeste alcançou 575,5 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados divulgados esta semana pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa crescimento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2024, mantendo o Sudeste como principal eixo logístico do Brasil e movimentando os maiores volumes de cargas no sistema portuário nacional. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O desempenho regional foi sustentado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 299,7 milhões de toneladas, com alta de 4,2% frente a 2024. Os granéis líquidos alcançaram 187,3 milhões de toneladas, registrando crescimento de 7,7%, fortemente influenciados pela movimentação de petróleo e derivados. Já as cargas em contêineres responderam por 60 milhões de toneladas, com expansão de 2,1%, enquanto a carga geral atingiu 28,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,6% em relação a 2024, de acordo com as estatísticas divulgadas pela Antaq. Tipos de navegação Do total movimentado nos portos do Sudeste, 435,6 milhões de toneladas foram transportadas na navegação de longo curso, que são as operações entre o Brasil e outros países. Esse tipo de transporte registrou crescimento de 5,2% em relação a 2024, demonstrando o fortalecimento da integração da região com os mercados internacionais. Já a cabotagem, que é o transporte de cargas entre portos brasileiros, somou 114,1 milhões de toneladas no período, com alta de 5,2% na comparação anual. Essa modalidade é fundamental para a logística nacional, pois permite o deslocamento de grandes volumes de mercadorias ao longo da costa, reduzindo custos e complementando o transporte rodoviário. Ao analisar as mercadorias que entraram e saíram do país pelos portos do Sudeste, os dados da Antaq indicam que as exportações cresceram 6,6%, enquanto as importações registraram leve retração, de 2,4%, movimento que indica ajustes pontuais no volume de mercadorias.