Mais um tripulante de um navio atracado no Porto de Santos foi diagnosticado com malária ( Divulgação/Autoridade Portuária de Santos ) Um tripulante de um navio de bandeira das Ilhas Marshall (Oceania), ancorado na Barra de Santos, foi diagnosticado com malária e teve que ser internado em um hospital neste domingo (7). Esse é o segundo de caso da doença em tripulantes que passam pelo complexo portuário santista em três dias. Na quinta (4), um tripulante filipino de uma embarcação de bandeira do mesmo país também teve que ser desembarcado e socorrido após testar positivo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O tripulante que foi socorrido neste domingo (7) é da embarcação Common Galaxy, um navio graneleiro proveniente da Costa do Marfim. O marinheiro apresentou febre, dor no corpo, dificuldade de respirar e dormência nas mãos. Por conta disso, ele foi desembarcado para atendimento médico e permanece internado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou que determinou a desinsetização da embarcação e a testagem dos outros tripulantes. Porém, tanto a limpeza quanto os exames não ocorreram devido ao mau tempo, impossibilitando a ida da equipe médica. A agência também informou que o novo caso já foi notificado para a Autoridade Portuária de Santos (APS), vigilância epidemiológica municipal e estadual, para as demais providências. A Reportagem procurou a APS e a Prefeitura de Santos, que não forneceram mais informações sobre o caso. Primeiro caso Um tripulante filipino, de 27 anos, de um navio de bandeira das Ilhas Marshall, que estava ancorado desde quinta-feira (4) na Barra de Santos, foi diagnosticado com malária e teve que ser internado no Hospital Beneficência Portuguesa, em Santos. O caso positivo da doença aconteceu na embarcação Genco Picardy, proveniente da Nigéria, de onde saiu no dia 20 de junho. De acordo com o médico que atendeu o tripulante, o homem estava debilitado e apresentava diversos sintomas. A Anvisa determinou que os outros tripulantes realizassem exames médicos. O navio Genco Picardy DUV 29086/2024 tem bandeira das Ilhas Marshall (que fica na Oceania) e é um graneleiro de açúcar. Ele saiu da Nigéria, país em que a malária é considerada endêmica (com grande incidência). A embarcação chegou no Porto de Santos na última quinta-feira (4). A doença De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa causada por um parasita do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Estes insetos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer, podendo aparecer também durante o período noturno. A pasta ressalta que não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa. O ministério conta que ela é conhecida também como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. Todas as pessoas podem estar sujeitas a contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. No Brasil, de acordo com a pasta, a maioria dos casos de malária se concentram na região amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Caso ela se agrave, a malária pode apresentar sintomas mais graves ou até mesmo provocar morte.