A derrocagem é indispensável ao trabalho de aprofundamento do canal aquaviário para 16 metros (Alexsander Ferraz/AT) Os serviços de derrocagem (retirada de rochas) no canal de navegação do Porto de Santos têm previsão de início ainda este ano, sem data definida. A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a DTA Engenharia assinaram o contrato na última segunda-feira, mas é preciso expedir a ordem de serviço e aprovar os projetos básico e executivo. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A derrocagem é indispensável para o aprofundamento do canal aquaviário para 16 metros. Um estudo recebido pela APS identificou 31 pontos rochosos existentes na entrada, no meio (em frente ao Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais) e no final do estuário, próximo à Ilha Barnabé, além de áreas de acesso e berços de atracação. Segundo a administração portuária, a DTA assinou um contrato válido por 18 meses se responsabilizando pela elaboração dos projetos básico e executivo e a retirada do material rochoso cujo volume é estimado em 10 mil metros cúbicos (m³). O investimento é de aproximadamente R\$ 17 milhões. A obra já conta com licenciamento ambiental. De acordo com a APS, saindo a ordem de serviço, o projeto básico deverá ser apresentado em até dois meses e o executivo um mês após a aprovação do projeto básico. Já a execução da obra tem prazo de quatro meses. Quanto ao planejamento da APS para mitigar impactos na navegação pelo canal durante a execução da obra, a estatal informou que “a intenção é que o derrocamento cause o menor impacto possível no funcionamento do Porto e foram previstas condições para isso na contratação”. A gestora do Porto esclareceu ainda que nos casos de extração de rochas que necessite a interdição total do tráfego aquaviário no canal, “deverão ser consideradas janelas operacionais diárias de, no máximo, oito horas, priorizando-se os períodos de baixa-mar. Já para atuação nos pontos mais próximos às estruturas de cais, deverá ser prevista utilização de parque de equipamentos capaz de deslocar-se com a devida agilidade, sempre que necessário, de forma a não comprometer a atracação e desatracação de navios nos berços adjacentes”. O presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que o derrocamento abre caminho para que o Porto tenha, numa segunda etapa, 17 metros de profundidade. “Essa obra é mais um avanço para o Porto de Santos. Na sequência, poderemos aumentar a profundidade para 17 metros, o que nos trará a tranquilidade definitiva para recebermos, a qualquer hora do dia ou da noite, os maiores navios do mundo”.