GESTÃO DO PORTO DE OAKLAND INVESTE NA ENERGIA LIMPA E TRABALHA PARA REDUZIR A ZERO EMISSÃO DE CARBONO ATÉ 2030 (Alexandre Lopes) O terceiro dia da Missão Internacional Porto & Mar 2025, promovida pelo Grupo Tribuna nos Estados Unidos, foi marcado pela ida da comitiva brasileira à região da Baía de São Francisco, na Califórnia, para uma série de visitas. O roteiro começou pelo Porto de Oakland, um dos principais hubs logísticos da costa oeste dos Estados Unidos e que em 2024 registrou aumento de 10% no volume de carga em comparação com o ano anterior. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! De acordo com o gerente de marketing do Porto de Oakland, Ron Brown, o complexo começou a receber navios com contêineres em 1962, sendo o primeiro a executar essa tarefa na costa oeste dos Estados Unidos. Traçando um paralelo, no Porto de Santos, a movimentação de contêineres teve início na segunda metade da década de 1960. Nessa época, Oakland havia se tornado o segundo maior porto do mundo nesse tipo de operação. PORTO DE OAKLAND É UM DOS PRINCIPAIS HUBS LOGÍSTICOS DA COSTA OESTE DOS ESTADOS UNIDOS (Alexandre Lopes) Ainda segundo Brown, em apresentação feita à comitiva, os principais itens exportados pelo Porto de Oakland são vinhos, frutas cítricas e secas, nozes, proteínas, automóveis e peças para veículos. Já entre as importações, destaque para os produtos eletrônicos, maquinários, automóveis, vidros e madeira, o que corrobora a versatilidade do complexo logístico local, um dos 12 em operação no estado da Califórnia. Além do desempenho operacional, o porto se destaca por suas iniciativas ambientais e a jornada rumo à emissão zero de carbono, assim como outras empresas e portos visitados pela Missão Internacional desde o início da semana. Porém, com um prazo mais curto para se atingir esse objetivo: até o ano de 2030. No primeiro semestre de 2024, 94% dos navios atracados utilizaram energia elétrica fornecida pelo porto, reduzindo significativamente as emissões de poluentes. COMITIVA LIDERADA PELO GRUPO TRIBUNA SE REUNIU COM AUTORIDADES E EMPRESÁRIOS DE OAKLAND (Alexandre Lopes) Esses e outros itens foram explicados por Brown aos integrantes da comitiva, que aproveitaram a oportunidade para trocar informações com a equipe americana e tirar as dúvidas sobre os avanços obtidos por Oakland nas últimas décadas. O porto gera cerca de 84 mil empregos diretos e indiretos e conta com profundidade de 15 metros, suficiente para receber navios de grande porte. Em seguida, a delegação brasileira teve contato com diferentes representantes de players que atuam nos portos dos Estados Unidos, como Edgard Capdevielle, Fred Jordan, Leonne A., Matthew LaFiandra, Walter E. Allen e Anthony Harris Jr. Eles explicaram e ofereceram serviços de otimização logística, tecnologia aplicada a terminais e combate ao tráfico internacional de drogas, entre outros pontos. “Foi um dia muito produtivo porque os avanços e os problemas que eles apresentaram aqui são inerentes aos portos de todo o mundo. Chamou atenção a preocupação que eles têm em envolver a comunidade com o porto. Durante a nossa visita, vimos essa premissa deles em prática, pois fizeram questão de nos apresentar a empresários daqui, mostrando o trabalho deles, gerando oportunidades a eles. É um exemplo bom a ser seguido”, Solange Freitas (União), deputada estadual () “Foram muito importantes as palestras, em especial pela abordagem da transição energética que eles viveram em Oakland, desde o diesel, passando pela energia elétrica e chegando ao hidrogênio. Outro ponto importante é a preocupação que as autoridades demonstraram ter em relação aos trabalhadores, com diálogo antes de qualquer tomada de decisão. É algo que dificilmente ocorre em nosso País”, Paulo Corrêa Jr. (PSD), deputado estadual () “Vimos em Oakland soluções que podem ser levadas ao Porto de Santos. Um exemplo: nos nossos terminais, os navios ficam ligados o tempo todo, aumentando a emissão de poluentes. Aqui, é diferente: eles ficam conectados a uma espécie de tomada, sendo abastecidos por uma energia limpa. Isso impacta diretamente na qualidade de vida, na questão do meio ambiente, na saúde dos moradores. Podemos ter esses avanços em Santos”, Adilson Júnior (PP), presidente da Câmara de Santos () “Os americanos conseguem fazer com que um ativo financeiro olhe para a questão da sustentabilidade. Os portos de Seattle e Oakland possuem a mesma agenda, que é importante e dialoga com os objetivos dos municípios. Em Santos, será lançada uma manifestação de interesse privado para que a gente viabilize a comercialização de crédito de carbono na cidade, uma medida que está de acordo com o que aprendemos aqui nos EUA”, Fábio Ferraz, secretário de Governo de Santos () “Chamou muito nossa atenção a utilização da tecnologia na administração do Porto de Oakland e para quem opera nele. E, claro, temos a questão ambiental, trazendo para dentro do sistema a nova matriz energética, com caminhões e guindastes movidos a eletricidade. Sabemos que caminhões a combustão poluem bastante, acabam impactando na cidade e aqui estão buscando soluções para isso”, Alberto Mourão (MDB), prefeito de Praia Grande () “É impressionante constatar como a tecnologia se altera e se moderniza. É um caminho sem volta e um processo que enche os olhos da gente. Fomos apresentados uma ferramenta que era usada só para projetos de construção civil e engenharia virou um software de design para variados setores. A partir disso, o que precisamos levar para casa em nossa bagagem é a necessidade de investir em educação e conhecimento, temos que usar as universidades para isso, pois sem tecnologia ficaremos para trás”, Otávio Luís Grottone, diretor de Projetos Logísticos da Eldorado Brasil Celulose () (Missão Internacional Porto & Mar 2025)