Moegão é um investimento de R\$ 658 milhões, financiado pelo BNDES; previsão de conclusão é em 2026 (Rodrigo Sell/Portos do Paraná) As obras do Moegão, o novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação do Porto de Paranaguá (PR), estão 75% concluídas. Integrantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fizeram uma visita técnica ao local na semana passada para acompanhar a evolução do projeto. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O Moegão é um investimento de R\$ 658 milhões, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com previsão de conclusão para janeiro de 2026. O nome é o aumentativo de “moega”, equipamento tradicional, em formato de funil, usado para receber e direcionar grãos. O projeto de Paranaguá recebeu esse apelido por ser uma versão ampliada e muito mais eficiente desse sistema, centralizando o recebimento de grãos de 11 terminais em um único ponto. Escoamento de grãos A obra foi projetada para revolucionar a logística do porto, com o objetivo de reequilibrar a matriz de transporte de cargas. A expectativa é de que, com o Moegão em operação, a participação do modal ferroviário no recebimento de grãos salte dos atuais 20% para 50%, equiparando-se ao rodoviário. Essa mudança trará mais eficiência para a operação, reduzindo custos logísticos e o tempo de espera dos vagões. Além disso, a priorização da ferrovia contribui para a sustentabilidade, ao diminuir a emissão de gases poluentes e reduzir os conflitos de tráfego entre caminhões e trens na cidade de Paranaguá. Novo acesso aquaviário Paranaguá teve um marco histórico para o setor portuário na semana passada, com o leilão da concessão do canal de acesso. Foi o primeiro desse tipo na história do Brasil e servirá de exemplo para o Porto de Santos, que deve ser o segundo. O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu a disputa e será responsável pela administração e modernização do acesso aquaviário no Paraná pelos próximos 25 anos. O projeto prevê R\$ 1,22 bilhão em investimentos nos primeiros cinco anos, que serão usados principalmente para a dragagem e ampliação da profundidade do canal.