O empreendimento prevê um complexo porto-ferroviário, a ser instalado na Área Continental de Santos (Reprodução) As obras do Terminal Portuário Logístico (TPL), no Porto de Santos, estão previstas para começar em 2030 e terão duração de três anos. A primeira apresentação pública sobre o terminal de uso privado (TUP) da Triunfo Participações e Investimentos foi feita na noite desta terça (18), em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Segundo a empresa, será protocolado até maio próximo o pedido de licenças ambientais envolvendo o complexo porto-ferroviário, a ser instalado na Área Continental de Santos. A obra, de acordo com a Triunfo, só será iniciada após a empresa adquirir todas as licenças. A prévia deve sair em 2026, e a de instalação, três anos depois, em 2029. “São prazos estimados conforme o licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) costuma ser, mas só temos isso mesmo quando a licença (prévia) está emitida dentro do prazo correto. Temos esse objetivo”, afirma Laila Menechino, coordenadora de projetos da empresa de consultoria Master Ambiental e responsável pela apresentação. O projeto está em fase de elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). “Como a gente está nessa fase de licenciamento prévio, o EIA-Rima será protocolado e o Ibama terá um tempo para avaliar, que são seis meses. Ele pode pedir complementações, ajustes e ouvir outros órgãos, até que esse licenciamento prévio seja emitido. Uma vez que haja a licença prévia, começa um novo estudo que é para os projetos executivos. Aí vem a licença de instalação”, explica Laila. Na infraestrutura em água, haverá cinco berços de atracação (Reprodução) Infraestrutura e empregos O TPL da Triunfo Participações e Investimentos terá capacidade para movimentar um volume total de 20 milhões de toneladas por ano. Na infraestrutura em água (offshore), haverá cinco berços de atracação, sendo dois para granéis de líquidos combustíveis, um para granéis sólidos de vegetais, um de celulose e um para granéis sólidos de minerais. Já a retroárea em terra (onshore) contará com 18 tanques para granéis líquidos, dois armazéns para fertilizantes, um para celulose e dez silos de concreto para granéis agrícolas, A Triunfo estima a atuação de, aproximadamente, 3 mil trabalhadores no pico das obras e mais de 1,5 mil empregos diretos gerados com a operação do terminal. No Teatro Procópio Ferreira, os participantes demonstraram preocupação com as questões ambientais (Sílvio Luiz/AT) Primeira apresentação em Guarujá A primeira reunião pública sobre o Terminal Portuário Logístico (TPL), realizada na noite desta terça (18), em Guarujá, não lotou as dependências do Teatro Procópio Ferreira, mas mostrou as preocupações relativas ao ecossistema marinho do local, entre as Ilhas Barnabé e Bagres. Elas foram detalhadas em um vídeo feito e trazido por pescadores, que se consideram afetados economicamente pelo empreendimento. “Quando se constrói um terminal desse tipo, não se consegue acessar, pescar perto e nem trafegar próximo. Antigamente, dizíamos que não éramos contra o progresso. Mas somos contra o progresso, contra esse terminal”, disse um dos presentes, que se identificou como Eduardo. Para a implantação do terminal, a Triunfo informou que haverá supressão vegetal de aproximadamente 59 hectares (590 mil metros quadrados) e a dragagem do solo marinho, correspondente a cerca de 11 milhões de metros cúbicos (m³). Haverá, de acordo com a empresa, alguns programas a serem executados localmente, dentre eles: monitoramento de fauna e flora, controle da poluição, qualidade da água, compensação da atividade pesqueira e ambiental. Outro encontro será realizado em Santos, mas ainda não tem data nem local. As impressões de moradores das duas cidades estão sendo colhidas porque elas se encontram na área de entorno do projeto. “Será feita uma ata e fará parte de um estudo mais amplo, que vai consolidar as principais falas para nortear tanto os estudos de impacto ambiental quanto a avaliação do Ibama, sabendo já um pouco da percepção da comunidade”, explica Laila Menechino, que apresentou o projeto.