O advogado santista Bruno Karaoglan Oliva tem 47 anos e o desejo de implantar o Miniporto na Cidade (Alexsander Ferraz/AT) Como medir o tamanho de um sonho? Ele pode caber tanto em algumas páginas como ocupar a totalidade de um armazém. O maior porto do Hemisfério Sul pode ganhar uma versão reduzida. É o que deseja o advogado santista especializado em Direito Civil Bruno Karaoglan Oliva, de 47 anos. Sua ambição tem nome: Mini Porto. O advogado quer que a comunidade portuária conheça o plano e ajude a torná-lo realidade. Clique aqui para seguir o canal de Porto no WhatsApp! “Esse equipamento renderia uma divulgação aqui e no exterior, pela proposta do projeto. Não tenho conhecimento de que algum porto tenha feito isso, ou pelo menos em grande escala. Sei que algumas cidades na Alemanha fizeram algo do tipo, mas nada relacionado ao porto”, argumenta. A inspiração no Mini Mundo, construído em Gramado, no Rio Grande do Sul, foi reforçada com um artigo lido em A Tribuna há alguns anos. “Ele sugeria uma exposição para que as pessoas, sejam santistas ou turistas, tenham noção do que o Porto representa e o tamanho dele”, afirma. O Mini Mundo gaúcho, criado em 1983, possui uma área de 5.370 metros quadrados (m²) e os visitantes levam, em média, 2 horas para contemplar todas as atrações, numa escala 1:24, ou seja, 24 vezes menor do que o tamanho natural. O daqui, ainda embrionário, não possui tamanho grau de detalhamento. Por isso, a busca de parceiros em diversos setores é primordial, na visão do advogado. “Quem passar pela exposição, vai entender um pouco sobre o que é exportado e importado pelo Porto, o que fazem o caminhoneiro, o maquinista do trem, o operador de guindaste, o estivador... São tantas atividades envolvidas no dia a dia do Porto, seria importante ter todas essas informações disponibilizadas, de forma educativa”, acrescenta Karaoglan. Para a Autoridade Portuária de Santos, o Parque Valongo pode ser um local estudado para o projeto (Alexsander Ferraz/AT) No papel O advogado elaborou um projeto onde, em seis páginas, explica alguns pontos de seu projeto. Entre elas, a de que “inicialmente, serão consultados, para opiniões, conselhos e eventuais alterações deste projeto, as principais autoridades públicas, as empresas e empresários que operam no Porto, os reitores das universidades públicas e particulares da região, os líderes de comunidade e a população em geral”. O intuito é a criação de uma “Carta de Intenção para Criação do Mini Porto de Santos”. “Pensei em algo o mais democrático e transparente possível. Seria criado um instituto ou uma associação que pudesse cuidar desse projeto, do qual fariam parte pessoas físicas e jurídicas que atuam no Porto, quem sabe colaborando com patrocínio ou, ao menos, interesse em ver esse equipamento surgir. Que todos pudessem opinar, pois, com mais cabeças, seria mais fácil de levar adiante”, defende. Para ele, o Mini Porto deveria ser situado no Centro Histórico, em armazéns sem utilização. “Eu cheguei a apresentar na APS (Autoridade Portuária de Santos) antes da pandemia, mas não tive retorno. Na época a empresa era sondada para privatização pelo Governo Federal”, relata. Oliva lembra que a admiração por maquetes é antiga, mas a confecção delas nunca foi o seu forte. Pois atrair pessoas que têm essa habilidade ajudaria a colocar de pé o sonho do Mini Porto. “Esse projeto seria também aproveitar a mão de obra dessas pessoas e também de alunos de universidades de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia que pudessem pôr a mão na massa”, complementa o advogado.