Investimentos nos 9 mil km de trilhos que serão concedidos em 2026 podem ultrapassar os R\$ 800 bilhões (Alexsander Ferraz/AT) Com uma carteira de oito projetos de concessões ferroviárias previstos para este ano, a Infra S.A. publicou o Panorama do Sistema Ferroviário Brasileiro com Foco em Carga Geral. O documento, elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística em parceria com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), apresenta uma leitura abrangente sobre a importância do transporte ferroviário de cargas no Brasil, desde a inauguração da primeira ferrovia, em 1854, até o ciclo de investimentos atual, impulsionado pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! Os investimentos nos mais de 9 mil quilômetros de trilhos que serão concedidos em 2026 podem ultrapassar os R\$ 800 bilhões. O Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão e o Corredor Leste-Oeste, composto por ferrovias que se encontram em fase de construção também pela Infra S.A.: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), fazem parte das ferrovias previstas para serem concedidas. Histórico O estudo reúne dados que evidenciam o papel estratégico das ferrovias para a competitividade logística do País, além de apontar caminhos para a ampliação da participação do modal na matriz de transportes. O relatório também traz um panorama atualizado da indústria ferroviária nacional e destaca que o Brasil já é capaz de suprir cerca de 80% da demanda por vagões e dormentes, o que demonstra maturidade produtiva e capacidade de atender à expansão prevista do setor por meio das novas concessões. Com um histórico associado ao escoamento de commodities, especialmente no transporte das áreas produtoras até os portos, o estudo ressalta a necessidade de avançar no planejamento do sistema ferroviário para o atendimento da carga geral. Essa estratégia é fundamental para reduzir a ociosidade dos vagões no fluxo de retorno, ampliar a movimentação de insumos em direção às indústrias e promover a migração de cargas que hoje dependem majoritariamente do transporte rodoviário. Para ver o documento na íntegra, acesse este link.