Navio petroleiro Olavo Bilac apresentou problemas no leme e se chocou contra três embarcações no píer da Marinha do Brasil, no Porto de Santos (Carlos Cabral/MarineTraffic e Reprodução/MarineTraffic) O navio Olavo Bilac, usado para o transporte de petróleo, colidiu com três embarcações da Marinha do Brasil após ficar desgovernado em função de um problema no leme. O acidente aconteceu por volta das 23h20 de quarta-feira (12), quando a embarcação saía do cais da Alemoa 1 e dirigia-se para o cais de Outeirinhos 1, no Porto de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), após apresentar os problemas no leme, o navio acabou virando para o costado do pier da Marinha, se chocando contra as embarcações Guajará, Guaporé e Maracanã. As três estavam atracadas no local e foram danificadas pela colisão. De acordo com o site Marine Traffic, que rastreia o percurso de embarcações, o Olavo Bilac tinha como destino a cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Através do rastreamento, é possível ver o momento da perda de controle. Em nota, a APS informou que o navio Olavo Bilac retornou para o cais da Alemoa 1, onde aguarda perícia por parte da Capitania dos Portos de São Paulo. Uma equipe da Autoridade Portuária fará, nesta quinta (13), uma inspeção no cais da Marinha para fazer um levantamento dos danos causados no pier. Ainda de acordo com a Autoridade Portuária de Santos, um oficial da Marinha sofreu escoriações leves na perna e, por isso, foi levado à Santa Casa de Santos, de onde já foi liberado. Marinha A Marinha do Brasil comunicou que os danos aos navios não comprometeram a flutuabilidade das embarcações. Segundo a Capitania dos Portos de São Paulo (Cpsp), foi instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (Ifan) e, por isso, o navio Olavo Bilac está impedido de sair do Porto de Santos por tempo indeterminado, até que a investigação sobre as causas do acidente sejam concluídas. Transpetro A Transpetro esclareceu que o navio Olavo Bilac apresentou um travamento no leme, o que resultou em um toque no píer. A companhia informou que está aguardando autorização da Marinha do Brasil para chegar ao local e que irá instaurar uma comissão de investigação para apurar as causas da ocorrência. No comunicado, a empresa reforçou que o acidente não causou nenhum vazamento. O navio Do tipo aframax, também chamado navio tanque, o Olavo Bilac tem 249 metros de comprimento, 43 de boca (largura) e capacidade de 114 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente a 800 mil barris de petróleo. A embarcação pertence à Transpetro, que conta com outros dois navios para o transporte de petróleo, também batizados em homenagem a poetas brasileiros. São eles o Castro Alves e o Carlos Drummond de Andrade.