Entre os temas abordados no encontro desta terça-feira, estão os impactos que o futuro terminal pode provocar (Divulgação) Garantias à população e aos trabalhadores portuários avulsos no futuro megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, a ser instalado no cais do Saboó, na Margem Direita do Porto de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Esse foi o tema de uma reunião, nesta terça-feira (20), em Brasília, que contou com as participações do prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), do diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Caio Farias, e do diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mario Povia. Nesta quarta, a documentação do Tecon Santos 10 está sob análise da Antaq e, posteriormente, seguirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) para validação do processo e autorização do lançamento do edital. A expectativa do Governo Federal é realizar o leilão em dezembro. O Tecon Santos 10 deve gerar 3,3 mil empregos diretos e ocupará área de 621,9 mil m² no Saboó. Com investimento previsto de R\$ 5,6 bilhões ao longo de 25 anos, terá um cais linear de 1,5 quilômetro, com quatro berços. Em sua capacidade máxima, movimentará 3,5 milhões de TEU (medida de um contêiner padrão de 20 pés), ampliando em 50% a capacidade operacional de contêineres no Porto santista, o que deve resultar em impactos logísticos e urbanos. Em nota, Barbosa informou que a Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA), que ele preside, solicitou que o edital delegue ao vencedor a responsabilidade imediata de execução da obra, logo após a assinatura do contrato, e a construção do cais público. “Teremos uma série de impactos, desde questões relacionadas ao acesso à Baixada até a transferência do Terminal de Passageiros do Macuco para o Valongo”, disse o parlamentar, que defende “compensações justas à Cidade”. Já o prefeito de Santos informou, também em nota, que o objetivo é garantir que os investimentos atendam aos interesses dos trabalhadores portuários, do empresariado local e da população. “Acompanhamos cada etapa no Governo Federal, no Governo do Estado ou nas agências reguladoras para obter o melhor resultado”. Mario Povia observou que o Tecon Santos 10, o novo acesso à Cidade, a terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, o Aeroporto de Guarujá, o túnel Santos-Guarujá e a transferência do terminal de passageiros irão gerar “uma reconfiguração completa do cluster logístico da Baixada”. Por isso, segundo, ele, é essencial que esses projetos caminhem de forma coordenada.