Três terminais paranaenses foram concedidos por 35 anos e receberão investimentos em Paranaguá (Claudio Neves/Portos do Paraná) O primeiro leilão de terminais portuários de 2025 somou R\$ 857,1 milhões em outorgas (valor recebido pelo poder público), com a concessão de quatro áreas, sendo três no Porto de Paranaguá (Paraná) e uma no Rio de Janeiro. Os leilões ocorreram ontem, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. No total, dez proponentes participaram das disputas pelos ativos, que contaram com três vencedores distintos. Os quatro terminais portuários leiloados nesta quarta-feira somam cerca de R\$ 1 bilhão em investimentos diretos, com a maior parte construída nas três áreas do Porto de Paranaguá: PAR15, PAR14 e PAR25. Ao incluir as obras de infraestrutura pública, a cifra chega a R\$ 2,1 bilhões. Os terminais paranaenses serão concedidos por 35 anos e o do Rio de Janeiro (RDJ11), por dez anos. O PAR15 foi arrematado pela Cargill Brasil por R\$ 411 milhões. O operador será responsável por implantar quatro balanças e dois tombadores até o quinto ano de contrato, além de integrar sua operação ao Píer T, com capacidade mínima de movimentação de 2,2 milhões de toneladas por ano. Já a operação do PAR14 foi conquistada pelo BTG Pactual Commodities Sertrading. Com área de 82.436 metros quadrados, exigirá investimentos mínimos de R\$ 1,187 bilhão, o maior montante do lote concedido ontem. Serão R\$ 529 milhões referentes a aportes no próprio terminal e R\$ 477 milhões em infraestrutura pública. Entre as melhorias previstas estão a construção dos novos berços do “Píer T”, com sistemas modernos de despoeiramento, elevadores de canecas, torres de transferência e balanças de fluxo. A conexão com o sistema Moegão será obrigatória na fase inicial, com a instalação de duas linhas transportadoras capazes de movimentar até 2 mil toneladas por hora. O PAR25 teve como vencedor o Consórcio ALDC, composto pelas empresas Louis Dreyfus e Amaggi. O grupo ganhou com uma outorga de R\$ 219 milhões. O terminal de 43,2 mil metros quadrados deve atrair cerca de R\$ 565 milhões em investimentos, sendo R\$ 233 milhões no próprio terminal e R\$ 331 milhões para obras de infraestrutura pública. Os certames atingiram recordes no número de participantes e volumes de investimento no setor portuário, segundo o governador do Paraná, Ratinho Junior. Com proposta única, o Consórcio Porto do Rio de Janeiro arrematou o terminal RDJ11. O grupo vencedor, composto pelas empresas Triunfo Logística e Sul Real GMBL, ofertou outorga de R\$ 2,1 milhões. O RDJ11 terá contrato de dez anos e prevê investimentos de R\$ 6,8 milhões. Fará movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral.