Hidrovia do Rio Paraguai é a mais avançada em estruturação e já teve o projeto encaminhado ao TCU (Governo do MS/Divulgação) Os investimentos públicos na infraestrutura hidroviária brasileira avançaram em 2025, informou o Governo Federal. De acordo com balanço divulgado, a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) investiu mais de R\$ 529 milhões em dragagens de manutenção, modernização de eclusas, ampliação das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte e na elaboração de estudos para concessões hidroviárias. “As iniciativas melhoraram as condições de navegação e tornaram o transporte aquaviário mais seguro e eficiente, especialmente em áreas onde os rios são a principal via de deslocamento”, afirma o Governo, em nota. De acordo com os números do relatório, entre os anos de 2023 e 2025, foram investidos cerca de R\$ 1,29 bilhão no setor, valor superior ao período de 2019 e 2022, que somaram R\$ 716 milhões. Entre janeiro e novembro de 2025, o transporte de cargas pelas vias interiores somou 132 milhões de toneladas, com projeção de alcançar 140 milhões quando os dados do mês de dezembro estiverem disponíveis. No mesmo período, a cabotagem de contêineres movimentou 2,2 milhões de TEU (unidade de medida de um contêiner padrão de 20 pés). Considerando todas as cargas, a cabotagem totalizou 203 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, com expectativa de atingir 223 milhões de toneladas em dezembro. Concessões No ano de 2025 a SNHN realizou estudos técnicos, consultas públicas e definiu cronogramas para as hidrovias dos rios Paraguai, Madeira, Tocantins, Tapajós e para a Hidrovia Verde. A Hidrovia do Rio Paraguai, a mais avançada em estruturação, teve o projeto encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado e tem o leilão de concessão previsto para o segundo semestre de 2026. “Mais do que dragar os rios, as concessões hidroviárias estruturam a prestação permanente de serviços essenciais que garantem o funcionamento da navegação: operação 24 horas, controle do tráfego e das condições do rio, sistemas de sinalização e balizamento, monitoramento ambiental, ações de segurança e manutenção da infraestrutura”, diz a nota.