Paranaguá recebe 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal (Claudio Neves/Gcom/Portos do Paraná/Divulgação) A disputa pela concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, prevista para ocorrer em agosto, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), ganhou um novo atrativo nesta quinta (3). O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou projeto que reserva R\$ 1,089 bilhão no FMM para os investimentos necessários para a concessão. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, que solicitou a priorização dos recursos para o canal de acesso do Porto de Paranaguá, a aprovação do projeto deve atrair participantes. “Criamos uma solução que estimula a concorrência, porque os possíveis investidores passam a considerar nos seus cálculos, antes mesmo do pregão, que terão taxas e condições especiais de financiamento caso vençam o leilão”, avalia. Caberá ao futuro concessionário decidir se utiliza ou não os recursos disponíveis do FMM. Para isso, bastará apenas reapresentar a solicitação ao Conselho Diretor com o projeto que efetivamente será executado e com o orçamento detalhado. Modelo Segundo Alex Ávila, a concessão do canal de acesso de Paranaguá, a primeira de um porto brasileiro, servirá de modelo para outros leilões que serão realizados ainda neste ano, como nos portos de Santos, Itajaí (Santa Catarina) e Bahia. “A concessão dos canais de acesso dá previsibilidade ao setor produtivo, sobretudo na rota do desenvolvimento do setor portuário brasileiro”, acrescentou. Benefícios A concessão trará ainda maior eficiência à operação portuária de Paranaguá. A profundidade do canal será ampliada de 13,5 metros para 15,5 metros, elevando a capacidade do porto para receber navios de maior porte e ampliando a movimentação de cargas. Hoje, Paranaguá recebe 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. Cada centímetro a mais no calado do canal de acesso corresponde a um aumento de 60 toneladas de carga no porão do navio. “Teremos um ganho substancial. Além do ganho de escala que virá com o aumento do número de navios”, acrescentou o secretário nacional de Portos.