MSC Cruzeiros disse que está comprometida em operar seus navios com os mais altos padrões possíveis (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Os navios MSC Orchestra, MSC Grandiosa e SH Vega receberam classificação D na fiscalização feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última temporada de cruzeiros. O resultado da análise é o pior na escala (de A a D) e indicou “condições sanitárias insatisfatórias com exigências a cumprir imediatamente”. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Os três apresentaram deficiência no gerenciamento de resíduos sólidos. O MSC Orchestra e o SH Vega também mostraram não conformidades com o sistema de climatização, assim como em relação à produção e oferta de alimentos. No MSC Grandiosa foram detectados problemas na prevenção e controle de surtos. Segundo a Anvisa, as embarcações foram autuadas e respondem a processo administrativo, mas não interdição, uma vez que cumpriram as medidas sanitárias exigidas. A inspeção De 1º de outubro de 2024 a 13 de maio deste ano, A Anvisa monitorou 49 embarcações, sendo que 20 foram inspecionadas presencialmente - entre elas, as três citadas. Apenas nove desses 20 navios receberam a classificação máxima (A, que significa alto padrão sanitário): Costa Diadema, MSC Seaview, Zaandam, Vasco da Gama, MSC Poesia, Majestic Princess, Hanseatic Nature, Crystal Serenity e MSC Armonia. O órgão exigiu medidas corretivas, que incluíram uso de sanitizantes para desinfecção de hortifruti, manipulação adequada dos resíduos sólidos, registro de medidas de ação adotadas após a identificação de casos de doenças de notificação obrigatória, programação adequada para retirada de resíduos e embarque de mantimentos, além de manutenção adequada do sistema de ar-condicionado. “As embarcações cumpriram as exigências satisfatoriamente durante a temporada 2024/2025, no prazo estabelecido. Não houve reincidência de falhas em relação à temporada anterior”, afirma a Anvisa. Em nota, a MSC Cruzeiros informou que os navios foram inspecionados ao longo de um período de até 12 meses e implementadas medidas abrangentes para, segundo a empresa, “garantir que atendemos e superamos os padrões exigidos”. “Nossos navios são continuamente monitorados e inspecionados e estamos comprometidos em operá-los com os mais altos padrões possíveis”, finaliza o texto. Orchestra e Grandiosa não virão ao Brasil na próxima temporada. Já a Swan Hellenic disse que não vai se pronunciar sobre o assunto. A passagem por águas brasileiras está prevista em razão do curso do navio.