Logo A Tribuna
ASSINE
Icone usuario ENTRAR
CLUBE IMPRESSO ACERVO ASSINANTE

TRF1 julga ilegal relatório do Coaf que apontou movimentações suspeitas de Wassef

Investigação mira pagamentos de R$ 9 milhões da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a Wassef entre 2015 e 2019

Por: Do Estadão Conteúdo  -  31/01/21  -  18:31
Atualizado em 31/01/21 - 18:51
Investigação mira pagamentos de R$ 9 milhões da JBS a Wassef
Investigação mira pagamentos de R$ 9 milhões da JBS a Wassef   Foto: Divulgação

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) considerou ilegal o Relatório de Inteligência Financeira produzido pelo antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações suspeitas envolvendo Frederick Wassef, advogado que atendia a família do presidente Jair Bolsonaro.


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!


Na avaliação dos desembargadores, não havia hipótese legal para a expedição do documento. O entendimento unânime foi o de que se tratou de 'geração espontânea'. O relatório foi gerado dias após a operação que colocou o nome de Wassef no centro da cobertura do Caso Queiroz - o ex-assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi preso na casa do advogado em Atibaia, no interior de São Paulo.


O Coaf, por sua vez, disse ao tribunal que seguiu padrão e se baseou em comunicações de origens distintas. A informação sobre o julgamento, que ocorreu em dezembro, foi divulgada pelaFolha de S.Pauloe confirmada peloEstadão.


Na esteira da decisão colegiada, o desembargador Ney Bello, relator do caso, paralisou o inquérito sobre Wassef aberto a partir do relatório do Coaf. A investigação mira pagamentos de R$ 9 milhões da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a Wassef entre 2015 e 2019. Apurações que começaram de outras formas e que contam com outras provas estão autorizadas a seguir.


Em setembro, o advogado virou réu, ao lado de outras quatro pessoas, em um processo por peculato e lavagem de dinheiro supostamente desviados das seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e da Fecomércio-RJ, como denunciou a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio.


Logo A Tribuna