[[legacy_image_7649]] A oposição venezuelana retomou a ofensiva para tirar do poder o presidente Nicolás Maduro, apostando em quebrar seu decisivo apoio militar, reativar os protestos e apertar o cerco diplomático e econômico internacional ao governo. Liderados por Juan Guaidó, líder do Congresso – de maioria opositora –, os adversários do governo socialista tentam atingi-lo em várias frentes, aproveitando a crescente pressão de Estados Unidos, União Europeia (UE) e grande parte da América Latina, que não reconhecem o segundo mandato iniciado por Maduro em 10 de janeiro. O Parlamento declarou o presidente um “usurpador” da Presidência, prometeu “anistia” a militares que não o reconhecerem e pediu à comunidade internacional para congelar ativos e contas da Venezuela. Mas, suas declarações são consideradas nulas pelo Poder Judiciário – alinhado ao governo –, que o declarou em desacato em 2016. Como parte de sua estratégia, Guadió convocou manifestantes em 23 de janeiro, em apoio a um “governo de transição”, ante o que a situação chamou uma contramanifestação. Será a primeira grande queda de braço na rua, depois dos protestos violentos que deixaram 125 mortos entre abril e agosto de 2017. Para o centro de análise de risco Eurasia Group, “uma ruptura interna não é iminente”.