[[legacy_image_7402]] O ex-presidente uruguaio José Mujica (2010-2015) disse, na segunda-feira (28), ser favorável a uma convocação a “eleições totais” na Venezuela, sob a tutela das Nações Unidas, que “bem ou mal seria uma saída” à crise no país. “Como está a situação [na Venezuela], por mais louca que pareça a proposta de eleições totais feita pela Europa, reconhecendo que atropela a soberania e a autodeterminação – mas, repito, no mundo de hoje isso não existe para países que têm muito petróleo –, bem ou mal [a convocação] seria uma saída”, declarou de forma surpreendente o ex-presidente de esquerda, muito próximo ao falecido governante venezuelano Hugo Chávez. A essas eleições, “deveriam somar um monitoramento com garantias das Nações Unidas”, disse. No sábado (26), as potências europeias deram um ultimato de oito dias a Nicolás Maduro para convocar eleições, sob pena de reconhecer o presidente do Parlamento, Juan Guaidó, como presidente interino. Mujica disse ser partidário da postura do governo uruguaio de Tabaré Vázquez de promover o diálogo na Venezuela. Montevidéu enviou representantes à posse de Maduro para um segundo mandato de seis anos em 10 de janeiro. “Estão soando fortes tambores de guerra no Caribe pela situação venezuelana, e devemos recordar que nas guerras, em geral, morrem os que não têm responsabilidades”, sustentou Mujica. Grupo de Lima O Canadá sediará uma reunião de urgência do Grupo de Lima sobre a crise na Venezuela em 4 de fevereiro, em Ottawa, informou na segunda-feira a ministra de Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland. O grupo “discutirá os passos que podemos dar em apoio [ao líder opositor] Juan Guaidó e ao povo da Venezuela”, disse Freeland.