Agressão foi registrada por câmera de monitoramento da creche (Reprodução) Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que um aluno, de 3 anos, foi agredido por uma professora dentro de uma creche em Guarujá, no bairro Vila Baiana. O menino teve uma luxação no braço. A Prefeitura de Guarujá informou que a docente foi desligada da equipe da unidade de ensino. A Polícia investiga o caso. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu no Núcleo de Educação Infantil Conveniado (Neic) Espírita Cristã Maria de Nazaré, na última quarta-feira (28). A avó do menino, Janilma Ferreira da Silva, de 47 anos, contou que recebeu uma ligação para ir buscar o neto, pois ele se queixava de dores no braço. “Fui pegar ele no colo, mas (ele) chorava muito, dizendo que o braço estava doendo”, disse Janilma, que levou o menino à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Enseada. No local, o neto disse: ‘Vovó, a tia da creche machucou meu braço”. Uma câmera interna da unidade de ensino flagrou o momento em que houve a agressão. O menino, que estava sentado, é puxado pela docente, que o carrega por apenas um dos braços. Em seguida, ele é levado para o outro lado da sala. -Vídeo creche (1.464317) Segundo Janilma, o médico solicitou um raio X, que mostrou que o osso estava afastado da mão, por conta de uma luxação. A avó pediu para o plantonista escrever uma carta explicando tudo o que houve com o braço do menino. As imagens das câmeras No dia seguinte, quinta-feira (29), a mãe e a avó foram até a creche para falar com a diretora. Depois de mostrar o laudo do médico e o resultado do raio X, Janilma pediu para ver as imagens das câmeras de monitoramento da unidade de ensino. Na sexta-feira (30), a diretora ligou para a mãe do menino, que foi novamente à escola com Janilma. “Eles nos chamaram e ela (diretora) mostrou o vídeo. A gente viu muito claro. (É) nítido quando houve a agressão”, contou Janilma. “Quando eu vi o vídeo, olhei para eles e falei: ‘Gente, eu não estou bem’. Eu fiquei completamente gelada, como se a minha pressão tivesse caído. Fiquei mal. Cheguei em casa com a minha filha e não dormi direito. Chorei durante a noite, porque eu olhava para o meu neto e o imaginava sem eu estar por perto para proteger ele”, disse a avó. De acordo com Janilma, a professora foi demitida por justa causa. Porém, o menino não quer mais ir para a escola por medo. Segundo a avó, a diretora ofereceu suporte psicológico para a criança. Outro lado Em nota, a Prefeitura de Guarujá confirmou que foram adotadas providências para proteger os direitos do aluno e garantir a segurança de todos os envolvidos. Veja o posicionamento na íntegra: "A Prefeitura de Guarujá informa que a apuração do incidente está sendo conduzida de forma criteriosa pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e seguindo todos os protocolos estabelecidos para garantir a transparência e a justa responsabilização dos envolvidos. Já foram adotadas providências imediatas para proteger os direitos do aluno e garantir a segurança de todos os envolvidos. As imagens das câmeras de segurança da unidade foram analisadas e o caso foi registrado na Delegacia Sede de Guarujá, por orientação do Conselho Tutelar. A funcionária em questão não integra mais o corpo docente da unidade. No que diz respeito à contratação de funcionários, a Seduc esclarece que tal responsabilidade cabe à entidade mantenedora da unidade, que é conveniada ao município. Para evitar novos incidentes semelhantes, a Seduc está exigindo que a entidade mantenedora realize um processo de contratação mais criterioso, com foco em um treinamento contínuo e eficiente dos profissionais, além de exigir maior fiscalização sobre a checagem das imagens das câmeras de segurança, para garantir uma atuação preventiva e remediativa imediata sempre que necessário”.