O vereador Tiago Peretto (União Brasil) chorou em uma transmissão ao vivo no Instagram após a decisão da Justiça que soltou Rafaela Costa da Silva, viúva de seu irmão, Igor Peretto (Reprodução/Redes Sociais e Reprodução) O vereador de São Vicente, Tiago Peretto (União Brasil), irmão de Igor Peretto, assassinado a facadas em agosto de 2024, se manifestou em suas redes sociais após a Justiça determinar a soltura de Rafaela Costa da Silva, viúva da vítima e acusada de ter participado do crime. Em uma transmissão ao vivo feita na quinta-feira (16), data em que a sentença foi proferida, o parlamentar chegou a chorar. Em outras publicações, ele classificou a decisão como injusta e disse que acionará a Justiça para que a acusada volte a ser incluída no processo referente ao crime de homicídio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Igor Peretto foi assassinado a facadas em 31 de agosto de 2024. O crime aconteceu no apartamento onde Marcelly Peretto, irmã da vítima, vivia, localizado na Avenida Paris, no bairro Canto do Forte. Marcelly é uma das acusadas pelo envolvimento no assassinato, junto a Rafaela e ao seu ex-marido, Mario Vitorino da Silva Neto. Os três réus foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), acusados de premeditar o crime, motivado por questões passionais e financeiras. Mário teria sido o autor dos golpes que mataram o comerciante. Ainda na quinta-feira, o vereador publicou um texto com críticas à Rafaela, no qual ele pede prisão perpétua e pena de morte. “É difícil entender como alguém pode ter tanta frieza e maldade dentro do coração. Uma mulher que se diz inocente, mas se contradiz em cada palavra e que teve coragem de atrair o próprio marido para a morte [...]. Diante de tudo isso, fica a pergunta: como alguém ainda pode ter coragem de defender uma pessoa assim? O que uma mulher dessas merece, senão o peso máximo da justiça? Pena de morte e prisão perpétua já”, escreveu Tiago Peretto. Soltura de Rafaela O juiz Felipe Esmanhoto Mateo, do Foro de Praia Grande, no litoral de São Paulo, revogou a prisão preventiva de Rafaela Costa da Silva, viúva do comerciante assassinado Igor Peretto. Segundo o magistrado, a decisão se justifica por ela não ter participado diretamente da morte do marido, que aconteceu em agosto de 2024. A irmã e o ex-cunhado de Igor, Marcelly Marlene Delfino Peretto e Mário Vitorino da Silva Neto, respectivamente, serão levados a júri popular. Na decisão, Mateo escreveu que, no dia do ocorrido, teriam ocorrido brigas e discussões entre as pessoas presentes no apartamento, local onde Rafaela não estava. De acordo com o magistrado, isso enfraquece a tese de que Igor teria sido atraído pela então esposa até o local e que, ao chegar, teria sido atacado de surpresa por Mário. Ainda segundo a sentença, apesar da falta de indícios robustos relacionados ao crime de homicídio, a conduta de Rafaela em momento posterior ao assassinato é indício de um eventual crime de favorecimento pessoal, visto que ela teria encontrado Marcelly e Mário em outra cidade, os auxiliando na fuga e no esconderijo do autor das facadas. Família entrará com recurso Nesta sexta-feira (17), o vereador afirmou que entrará com um recurso na Justiça para que Rafaela volte a ser incluída no processo referente ao crime de homicídio. Em vídeo postado em seus stories no Instagram, Peretto disse que o fato de a viúva de seu irmão não estar na cena do crime não a torna inocente. “Tem todos os indícios do mundo que ela participou de tudo. A gente respeita a decisão do juiz, e ficamos felizes com o que foi decidido para o Mário e Marcelly, mas queremos que a Rafaela pague pelo homicídio também”, disse. Assistente de acusação da família de Igor Peretto, o advogado Felipe Pires de Campos disse, em nota, que a família “mantém plena confiança na Justiça e no trabalho do Ministério Público e da assistência de acusação, convicta de que o recurso interposto trará a ré Rafaela de volta ao processo principal, permitindo que todos os responsáveis pela morte de Igor respondam de forma justa e integral pelos seus atos”.