[[legacy_image_305210]] Um laudo pericial indicou que a pistola atribuída a Erickson David da Silva, o Deivinho, não tem relação com o projétil que matou o soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O estudo foi realizado pelo Centro de Exames, Análises e Pesquisas (Ceap) de Balística do Instituto Criminalística (IC) e foi anexado na tarde desta quarta-feira (18) à manifestação do Ministério Público (MP). O caso que resultou na Operação Escudo ainda está sendo investigado e três acusados estão presos, sendo eles o Deivinho, Marco Antonio de Assis Silva - o Mazaropi -, e Kauã Jazon da Silva. No laudo final do inquérito policial, Deivinho foi apontado como o assassino do agente de segurança. O laudo anexado à manifestação aponta que o projétil que atingiu o corpo de Patrick não saiu da arma apreendida pela polícia. Tal arma foi encontrada quatro dias depois da morte do policial e estava embrulhada em uma sacola. Deivinho, desde então, negou ter atirado contra a viatura em que estava o agente. A arma é uma pistola da marca Taurus e o laudo indica que, apesar do péssimo estado de conservação, ainda está em funcionamento semi-automático. Ela tem o número de série suprimido e de calibre nominal 9 mm. O laudo também explica que ela foi encontrada descarregada. Anteriormente, no final de agosto, a arma passou por um outro laudo que apontava que ela apresentava os seus mecanismos articulados e operantes. Na época, os exames químicos com mistura sulfofênica apresentaram resultado positivo para disparos recentes, por isso passou por esses novos estudos. No dia 15 de agosto, Deivinho também passou por um exame de orientação do IC de residuografia metálica em tiras com cátion chumbo, onde foi feita a coleta nas duas mãos de Erickson e o resultado foi negativo. Também apontando que ele pode não ter atirado contra o soldado, porém ele não é conclusivo por diversos fatores, como o modo em que a arma é segurada.