Maria Kauane Domingos da Silva (esq.), de 22 anos, foi morta após ser baleada na cabeça; o principal suspeito de cometer o crime, um homem de 27 anos, foi preso (dir.) (Reprodução/Redes Sociais e A Tribuna) A família de Maria Kauane Domingos da Silva, de 22 anos, morta após ser baleada na cabeça, acredita que a motivação do principal suspeito pelo crime, um homem de 27 anos, foi amor não correspondido. O crime aconteceu na noite de sábado (9), na casa da jovem, na Avenida Sant’Ana, no Jardim Santana, em Mongaguá, litoral de São Paulo. Ela chegou a ser internada, mas não resistiu e morreu no dia seguinte, em Praia Grande. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para A Tribuna, a auxiliar de cozinha Laís Domingos, tia da vítima, negou que Maria Kauane mantivesse um relacionamento com o suspeito, preso na tarde de domingo (10). “Ele era obcecado por ela, mas ela sempre deixou claro que não tinha interesse em manter nenhuma relação com ele”, disse. Segundo a tia, eles se conheceram por meio de amigos em comum. O homem, que se apresentava como MC, convidou Maria Kauane para participar de um clipe de funk. Apesar da rejeição, ele continuou a tratá-la cordialmente, o que acabou gerando uma amizade. No dia do crime, os dois discutiram. “Ele estava querendo cobrar coisas dela que não cabiam, porque eles não tinham relacionamento, não eram namorados”, relatou Laís. À noite, ele foi até a casa da jovem alegando que buscaria pertences que havia deixado lá. Como tinham amizade, ela mesma abriu a porta, conforme relatado. Ainda segundo a tia, ao entrar, o suspeito atirou pelas costas de Maria Kauane, que se arrumava para ir com uma amiga a uma reunião de Umbanda. “Ele foi covarde, agiu por trás e ela sequer teve o direito de tentar se defender”, afirmou. Jovem foi internada, mas não resistiu De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada às 22h30 de sábado (9). Maria Kauane foi socorrida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e transferida ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde morreu no domingo (10). “Ela era uma pessoa incrível, simpática e educada, muito amada e querida por todos. O que ele fez dilacerou a família inteira, porque foi algo que ninguém estava esperando”, lamentou a tia. Prisão O suspeito foi preso às 15h30 de domingo (10), na Rua Gilberto Fouad Beck, bairro Nova Mirim, em Praia Grande. Ao ser abordado, apresentou versões contraditórias, mas admitiu participação no crime. Disse que estava cansado de sofrer traições da jovem, com quem alegou ter um relacionamento, e que teria pago R\$ 10 mil, na noite do crime, para que outro homem fosse à casa dela e a matasse. Conforme apurado por A Tribuna, horas antes de ser preso, o suspeito enviou mensagens e ligou para o irmão da vítima. Também tentou contato com uma amiga de Maria Kauane, pedindo que ela transmitisse à jovem um recado para que o chamasse. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe. A polícia solicitou perícia criminal para exame residuográfico, que detecta resíduos de pólvora ou outros vestígios de disparo de arma de fogo. O caso foi registrado como captura de procurado no 1º Distrito Policial (DP) de Praia Grande, segundo boletim de ocorrência e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).