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Sexta-feira

3 de Julho de 2020

Suspeita de agenciar casa de prostituição onde crianças eram exploradas é presa em Peruíbe

Segundo informações da polícia, uma das crianças é filha biológica da mulher que agenciava exploração de menores

Policiais civis da Delegacia Sede de Peruíbe prenderam, na noite da última sexta-feira (28), uma mulher de 28 anos investigada por explorar sexualmente três meninas, tendo elas 9, 12 e 15 anos. A criança mais nova, inclusive, é filha biológica da acusada, enquanto a mais velha é sua irmã. A garota do meio era criada pela suspeita, que nega as acusações.

A detenção da mulher ocorreu após denúncia anônima que apontava casos de prostituição infantil na casa da investigada chegar ao conhecimento de uma conselheira tutelar. 

Conforme relatado anonimamente, a mulher ainda era acusada de submeter as crianças ao consumo de entorpecentes antes dos programas agenciados por ela. 

Com o objetivo de checar as informações, a conselheira tutelar compareceu à casa apontada na denúncia, mas encontrou apenas o irmão da suspeita, que, avisado do motivo da visita, negou tais acusações. Posteriormente, a mãe da investigada, uma mulher de 52 anos, se apresentou e também negou os fatos. 

Porém, vizinhos, ao perceberem o que ocorria no local, relataram versões distintas daquilo que havia sido dito pelos familiares da acusada. 

Diante das informações desencontradas e da grave denúncia, a conselheira tutelar julgou que as crianças corriam riscos ali e optou por levá-las a um abrigo temporário. Antes, porém, a mãe da investigada foi conduzida à Delegacia Sede da Cidade junto com as crianças, e ficou determinado que a acusada deveria comparecer à unidade para prestar esclarecimentos. 

Exploração

A mulher se fez presente na delegacia acompanhada de uma irmã de 15 anos que, ao ser ouvida pela autoridade policial, relatou que também fora vítima de exploração sexual. 

Para apurar melhor o caso, a polícia apreendeu o celular da irmã da indiciada e da criança de 12 anos.

Após depoimentos, as três menores foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a realização de exames ginecológicos. Lá, foi constatada provável Doença Sexualmente Transmissível (DST) em uma das meninas. Elas também foram ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames de conjunção carnal. 

Prisão temporária

Em razão das suspeitas, os investigadores Marcos Roberto e Arilson Veras Brandão entraram com pedido de prisão temporária para a mulher, que foi deferida pelo judiciário local. 

Com o mandado de prisão temporária de 30 dias em mãos, os policiais civis Lomenzo, Roberto, Adriana, Ivana e Pane, chefiados pelo investigador Adalberto Eduardo Ribeiro, compareceram à residência da acusada e a capturaram. 

A mulher foi conduzida à cadeia pública feminina de São Vicente, anexa ao 2º Distrito Policial do Município, onde permanece presa.

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