Supostos integrantes do PCC, sócios de casa noturna no Saboó são presos em Santos

No estabelecimento de Cupim e Cicinho foram apreendidos 46 comprimidos de ecstasy, nove tubinhos contendo lança-perfume e três pequenas porções de maconha

Dois sócios de uma casa noturna em Santos foram presos em flagrante pelos delitos de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e contrabando. No estabelecimento foram apreendidos 46 comprimidos de ecstasy, nove tubinhos contendo lança-perfume e três pequenas porções de maconha.

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Munidos de mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Santos, policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Santos revistaram o Mundo M Lounge Bar, localizado na esquina das ruas Cananeia e Flamínio Levy, no Saboó, e as residências dos seus sócios na manhã de terça-feira (3).

A equipe do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior e do investigador Paulo Carvalhal requereu as ordens judiciais para vistoriar os endereços. Eles apuravam a suposta utilização do bar em lavagem de dinheiro, no aliciamento de jovens para a prática de crimes e no tráfico de drogas e de armas.

As investigações preliminares apontaram Weslley Felipe Ferreira da Silva, o Cupim, de 28 anos, e Cícero de Sousa Vieira, o Cicinho, da mesma idade, como os donos do estabelecimento. Inicialmente, houve a prisão de Cicinho. Ele dirigia um Kia Sportage e portava a quantia de R$ 6.350,00, além das chaves de sua moradia e da casa noturna.

Na residência foram apreendidos celular e uma moto Honda CB 1000R. A prisão de Cupim ocorreu quando ele chegava em casa com a namorada dirigindo um Nissan Kicks. Os investigadores recolheram no imóvel três celulares, dois computadores, R$ 7 mil, 700 dólares e comprovantes de depósitos bancários feitos nas contas de várias pessoas.

Casa noturna fica localizada na esquina das ruas Cananeia e Flamínio Levy (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Facção 

Os policiais suspeitam que os favorecidos com os depósitos sejam familiares de presidiários integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles deverão ser intimados para prestar esclarecimentos na 1ª Delegacia de Investigações Gerais. A desconfiança é reforçada pela apreensão de um talão de rifas no bar dos acusados.

Denominada “Resenha entre Amigos”, a rifa tem como 1º prêmio um apartamento avaliado em R$ 180 mil. As demais quatro premiações são valores em dinheiro que variam de R$ 27 mil a R$ 49 mil. Esse tipo de sorteio é utilizado com frequência pela facção criminosa para a obtenção de recursos financeiros.

Além do talão de rifas e das drogas, no bar também foram apreendidos cigarros estrangeiros de importação não autorizada, dois rádios de comunicação comumente usados em pontos de tráfico e tubos de lança-perfume vazios espalhados pelo chão. O descarte das embalagens revela provável consumo de substâncias entorpecentes no local.

O delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau autuou Cicinho e Cupim em flagrante e determinou a remoção de ambos à cadeia. As investigações prosseguem objetivando identificar outras pessoas que atuariam em conjunto com os sócios. Os policiais estiveram na casa de um terceiro alvo da apuração, mas ele não estava.

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