Sandro Rogério Pardini foi alvo de mandado de busca e apreensão na segunda-feira (29) (Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes sociais) O subsecretário de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, de 60 anos, foi alvo de uma operação da Polícia Civil realizada na manhã de segunda-feira (29), em Santos, no litoral de São Paulo. A operação faz parte das investigações sobre a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes e apreendeu R\$ 50 mil em espécie, moedas estrangeiras, pistolas de uso restrito, além de diversos cartões bancários ligados ao subsecretário e familiares Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, o mandado de busca e apreensão foi cumprido em um apartamento no Embaré. Pardini estava no local, permitiu a entrada e acompanhou toda a operação. Na residência, os policiais localizaram equipamentos eletrônicos, sendo eles um computador, dois MacBooks, dois pendrives e um iPhone 16 Pro Max. Os equipamentos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que analisará os arquivos em busca de indícios relacionados ao caso. Além disso, foram encontradas as quantias de R\$ 50 mil, US\$ 10.300 e € 1.135 em dinheiro. Parte da quantia estava separada em maços. Um deles, com R\$ 8 mil, trazia a anotação: “2 mil Tadeu, 6 mil Silvinha”. Já os dólares estavam em envelopes de bancos e corretoras, o que, segundo a polícia, pode indicar movimentações financeiras suspeitas. A investigação também localizou 19 cartões bancários em nome de Sandro e famíliares, bem como envelopes de instituições financeiras. Por fim, documentos como registros de armas de fogo, CAC e três pistolas de uso restrito, em bom estado, com carregadores, também foram encontrados durante o mandado de busca e apreensão. Defesa Em nota, o advogado Octavio Rolim, que atua na defesa do subsecretário, afirmou que Pardini nega qualquer envolvimento nos fatos investigados: “Nós estamos ainda em fase de análise dos elementos que foram colhidos até o presente momento, sobretudo àqueles que culminaram na Busca e Apreensão em face de nosso cliente. Nada obstante, Sandro nega veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados. Sandro está à disposição das Autoridades para colaborar, naquilo que estiver ao seu alcance, no efetivo esclarecimento deste trágico ocorrido. No mais, reforçamos que Sandro tem uma vida completamente voltada ao trabalho lícito e cuidado com a sua família.” Prefeitura se posiciona Também em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que “mantém contato constante com a Polícia Civil e está colaborando integralmente com as investigações, fornecendo imagens, informações e demais materiais solicitados”. No entanto, a Administração Municipal afirmou não ter recebido qualquer comunicação oficial sobre buscas e apreensões relacionadas à operação, mas reforçou que “permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”.