Ligado à execução de Ruy Ferraz Fontes, Willian se apresentou no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na madrugada deste domingo (21), em São Paulo (Reprodução/ Prefeitura de Praia Grande e Reprodução/ SSP-SP) O procurado da Justiça Willian Silva Marques, de 36 anos, foi preso após se entregar à Polícia, na Capital, neste domingo (21). Ele é proprietário da casa localizada no Jardim Imperador, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, que teria sido usada como base para a execução do ex-delegado-geral de Polícia e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, na noite de segunda-feira (15). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Willian foi o sétimo suspeito identificado no caso e o quarto foragido da Justiça por envolvimento no crime. A Tribuna teve acesso ao mandado de prisão expedido neste sábado (20). O documento mostrava que Willian, irmão de um policial militar, passou a ser procurado após ter a prisão temporária decretada por 30 dias. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele apresentou-se no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na madrugada deste domingo (21), em São Paulo, acompanhado de seu advogado, e permaneceu preso. Willian já tinha a prisão decretada e é o quarto detido no caso – antes dele, dois homens e uma mulher haviam sido presos. Três investigados ainda seguem foragidos. As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos. As forças de segurança estão mobilizadas para identificar e prender todos os participantes do crime. Casa em Praia Grande Na sexta-feira (19), agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo realizaram perícia em uma casa de onde teria saído um dos fuzis usados na execução de Ruy Ferraz Fontes. No local, os investigadores encontraram cerca de 41 vestígios genéticos. O imóvel está localizado na Rua Campos do Jordão, no bairro Jardim Imperador, em Praia Grande, próximo à divisa com Mongaguá, na Baixada Santista, e a aproximadamente oito quilômetros da Prefeitura de Praia Grande. A polícia chegou até a residência por meio do depoimento de Dahesly Oliveira Pires, presa na madrugada de quinta-feira (18). Segundo as investigações, ela teria saído de Diadema (SP) para buscar um dos fuzis na casa, a mando de Luiz Antônio, um dos três suspeitos que seguem foragidos. A casa possui fachada fechada, piscina e churrasqueira, e teria sido usada pelos criminosos durante alguns dias antes do atentado, segundo apuração da TV Tribuna. Casa em Mongaguá A Polícia Civil também descobriu uma segunda residência que teria sido utilizada pelo grupo criminoso responsável pela execução de Ruy Ferraz Fontes. O imóvel fica em Mongaguá, cidade vizinha de Praia Grande, onde o crime ocorreu. De acordo com apuração da TV Globo, durante as investigações os policiais conseguiram identificar o local no litoral de São Paulo. Na casa, foram coletadas diversas impressões digitais, que serão analisadas e comparadas às encontradas no imóvel investigado em Praia Grande. Jaguar e presos Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, de 42 anos, foi preso após se entregar à polícia na madrugada deste sábado (20), em São Vicente. Ele estava foragido desde que a Justiça decretou sua prisão temporária, na sexta-feira (19). Jaguar é o sexto suspeito identificado e era até então o terceiro capturado pelo envolvimento na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil do Estado e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes. Segundo o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, o foragido se apresentou espontaneamente na Delegacia de São Vicente, no Centro da cidade, por volta da 1h. Ele estava acompanhado de seu advogado e não portava aparelho celular. Antes dele, Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, de 38, foram presos, respectivamente, na quinta-feira (18) e na sexta-feira (19). Além disso, a Justiça expediu três mandados de prisão contra outros investigados, que seguem foragidos. Entre os presos, Dahesly, capturada em São Paulo, é apontada como responsável por buscar o fuzil utilizado no assassinato, ocorrido na noite de segunda-feira (15), na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande. Já Fofão, preso em São Vicente, é suspeito de participar da logística do crime. Foragidos Entre os suspeitos que seguem foragidos estão Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, de 33 anos, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24, que tiveram o DNA encontrado em um dos carros usados no crime. Além deles, a polícia procura Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, de 43 anos. Segundo as investigações, ele teria sido o responsável por pedir a Dahesly que buscasse o fuzil no litoral de São Paulo.