Ruy Ferraz Fontes foi executado na noite desta segunda-feira (15) em Praia Grande (Divulgação / Polícia Civil) O corpo do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, será velado nesta terça-feira (16), na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A chegada deve ocorrer por volta das 10h. O cortejo sairá às 15h, com destino ao Cemitério da Paz, no Morumbi, onde ocorrerá o sepultamento às 16h. O endereço é Rua Dr. Luiz Migliano, 644 – Jardim Vazani, São Paulo. Ruy Ferraz Fontes foi morto em uma emboscada ao sair da Prefeitura na noite desta segunda-feira (15). O ataque aconteceu por volta das 18h, na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no Bairro Nova Mirim, e envolveu criminosos fortemente armados. Segundo o delegado-geral de São Paulo, Arthur Dian, os criminosos dispararam mais de 20 vezes, atingindo braços, pernas e abdômen da vítima. Carregadores de fuzil foram encontrados no local. Execução filmada por câmeras Imagens de monitoramento mostraram que o carro dirigido por Fontes passou em alta velocidade por um cruzamento, quando acabou fechado por um ônibus intermunicipal e capotou. Logo em seguida, uma SUV preta parou ao lado. Três homens encapuzados desceram armados com fuzis, atiraram contra o ex-delegado e fugiram. Durante o atentado, dois pedestres — um homem e uma mulher — também foram baleados. Eles foram socorridos pelo Samu, levados à UPA Quietude e, depois, transferidos ao Hospital Municipal Irmã Dulce, onde seguem em recuperação, sem risco de morte. Carros localizados Pouco depois, a Polícia Militar encontrou um dos veículos usados pelos criminosos incendiado. Outro automóvel, carregado com armas e munições, também foi apreendido. A cena do crime foi preservada para perícia e as investigações seguem com equipes especializadas do DHPP e do Deic. Os carros utilizados pelos criminosos foram roubados na capital, segundo a investigação. Jurado de morte pelo PCC Fontes era considerado um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2019, após a transferência do líder da facção, Marcola, para um presídio federal, foi jurado de morte. Na época, uma “missão” para executá-lo chegou a ser organizada, mas não se concretizou graças à prisão dos criminosos envolvidos. Carreira dedicada à Polícia Delegado por mais de 40 anos, Ruy Ferraz Fontes ocupou cargos de destaque na Polícia Civil, incluindo a chefia da instituição entre 2019 e 2022. Foi titular de delegacias estratégicas no Deic, Denarc e DHPP, além de diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital. Graduado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, tinha pós-graduação em Direito Civil e especializações em segurança pública, com cursos no Canadá e na França. Também atuou como professor universitário e na Academia da Polícia Civil. Repercussão A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Prefeitura de Praia Grande lamentaram a morte. Em nota, a SSP destacou que Fontes dedicou mais de quatro décadas à Polícia Civil e “foi um exemplo de coragem no combate ao crime organizado”. O secretário da Segurança, Guilherme Derrite, afirmou nas redes sociais que uma força-tarefa foi montada, com prioridade determinada pelo governador Tarcísio de Freitas, para identificar e prender os responsáveis. O procurador-geral de Justiça também colocou o Gaeco à disposição das investigações.